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Esta empresa apoia, a cultura e a história de

Ituiutaba, contidas neste portal 

 

Agenda Artística e Cultural do Pantanal

 

96.783 Visualizações

 

 

EXPLODIU
TRADICIONAL DOMINGUEIRA!!!

12 de janeiro no
PESQUE PAGUE PANTANAL .

o melhor do pagode com a banda :

K ENTRE NÓS .

A partir das 17hs
Cerveja gelada
Gente bonita
Chama os amigos e vem

<<<<<>>>>>>

 

 

 

UMA EMPRESA FAMILIAR

 

 

 

PESQUE-PAGUE PANTANAL UMA EMOÇÃO PERTO 

 

DE VOCÊ!



 

Lago do Pesque-Pague Pantanal

 

Passe horas inesquecíveis com toda sua família e sinta o aroma puro da natureza. Tudo isso é possível no Pesque e Pague Pantanal. Pesca esportiva da melhor qualidade, pertinho de você sem esforço algum e sem gastar muita grana. Uma grande variedade de peixes que irá lhe proporcionar muito prazer e alegria, em pescar e soltar... e tem mais o melhor peixe frito e as melhores porções você vai degustar lá. 

Traga sua família para degustar essa delícias!

 

 

GALERIA DE FOTOS

 

 

Nova remessa de Peixes sendo despeijados no lago 

O Pantanal soltou no lago 160 alivinos de Dourados - 09/03/2018

 

tambaqui de 6/5 quilos e meio pego no lago Pantanal

Irlan e pescadores exibem pacús, tambaquis e pintados pegos no Pesque e Pague Pantanal

Pintado uma das especies do lago Pantanal

A cada dia novos pescadores e muita emoção...

        Você, seu filho e toda sua família venham curtir juntos essa emoção... 

 

 

É emoção pra mais de 1000 para todas as idades...

Aqui tem uma grande variedades de peixes de todos os tamanhos...

 

 Os mais deliciosos pratos para suas refeições, porções de peixe, bolinho de arroz, torresmo, guaririba e várias outras iguarias na cozinha do Paesque e pague Pantanal

 

 

Lembramos que aos domingos o Pesque e Pgue Pantanal está de portas abertas esperando você, seus amigos e familiares. Venham de segunda a domigo das 10h às 23h para passar momentos agradáveis junto a natureza!

Simbora galera todo mundo para o melhor pesqueiro da cidade!!

 

As mais deliciosas porções para serem degustadas pelos mais exigentes gostos.

Venha traga toda sua família para experimentar essas delícias

e tomar cerveja estupidamente gelada!

 

Pesque e Pague Pantanal lhe oferece ainda aos domingos e feriados shows ao vivo com os mais renomados talentos desta região, além da melhor pesca esportiva, cervejas e refrigerantes estupidamente gelados e uma variedade de tira gostos preparados com muito esmero e bom gosto, para você e sua família. Venha experimentar o mais delicioso peixe frito desta região, uma especialidade da cozinha, do Pesque e Pague Pantanal.

 

NOVA GALERIA DE FOTOS

 

Peixes chegando no lago do Pantanal 

Especie Pirara, oriunda do rio Araguai pescada neste dia 6/04,

aqui no lago Pantanal

 

Pasque Pague Pantanal um paraiso perto de você

 

É o melhor relax da cidade pegar um peixão desse!!!

Galera de todas as idades curtem o Pantanal

Convide seus amigos e familiares, traga sua churrasqueira e venha assar o mais delicioso churrasco, a cerveja e o refrigerante geladinho nós temos pra você. Comemorações empresariais e familiares, podem ser feitas aqui, no Pesque e Pague Pantanal, uma perfeita área de lazer esperando você e os seus.

 

 

Venha você também curtir essa emoção... É como se você tivesse realmente pescando no Pantanal! Pesque e Pague Pantanal a maior variedade de peixes para sua pesca esportiva!

Pacu caranha de 18 quilos pego Pesque Pague Pantanal

 Curta essa emoção                         

           Pesque e pague Pantanal para todas às idades

 

Tambaqui de 30 quilos pego aqui no lago Pantanal   

 

     

Diretor do Pesque e Pague Pantanal, Irlan recebendo uma grande variedade de Pacu Caranha

 

 

Lago do Pesque e Pague Pantanal recebendo mais uma grande remessa de peixes.

 

 

 

E tem mais, aos domingos, a partir das 15 horas, show ao vivo com excelentes talentos regionias da musica popular e sertaneja.

 

 

 

 Pesque e pague Pantanal - Av. Sírio Libanesa, (antiga Av. 17-A), nº 1154, bem pertinho de você.

(034) 9.9173-4071 - 9.9965-7774

 

 

Curiosidades sobre a pesca esportiva

que você talvez não conheça

 

pesca esportiva é uma nova modalidade de pescaria e chegou ao Brasil há pouco tempo, mas vem se difundindo com velocidade e se popularizando de maneira muito interessante entre os brasileiros.

Por isso, resolvemos reunir cinco curiosidades sobre esse tipo de pesca aqui nesse texto. Confiram quais são:

A pesca esportiva representa um mercado bilionário

A indústria da pesca esportiva é uma indústria bilionária – isso se considerarmos apenas os seus investimentos e rendimentos feitos no Brasil. Em 2013, a indústria da pesca esportiva no país movimentou cerca de R$ 1 bilhão, surpreendendo todos os responsáveis pelo setor de turismo no Brasil.

Dentre suas principais atrações, claro, estão a pesca amazônica, com milhares de turistas anuais viajando de barco pelos nossos rios atrás de alguns dos maiores peixes do planeta e se divertindo com a pesca esportiva.

Um dos mercados que mais cresce, mesmo com pouco incentivo

O mercado da pesca esportiva brasileiro é um dos mercados que mais cresce no país, mesmo em tempo de crise financeira. Nos últimos anos, o mercado cresceu em média cerca de 30% por ano e mais do que dobrou de público nos últimos dez anos.

Não à toa, as principais feiras de pesca no Brasil, como a Pesca Trade Show e a Mariner Boat Show, tenham registrado públicos cada vez maiores, com saltos enormes de cerca de 50% de público de um ano para o outro.

Ao todo, a indústria de pesca esportiva gerou em 2015 cerca de 200 mil empregos diretos e indiretos (incluindo aí lojas de material para a pesca, redes de hotéis especializados, pesqueiros, criadores de iscas vivas, restaurantes especializados em peixes, guias de pescaria, condutores de embarcações para pescaria).

Mesmo assim, o mercado ainda possui espaço para crescer muito. Nos EUA, por exemplo, a pesca esportiva gera mais empregos do que setores tradicionais, como a indústria automobilística, movimentando mais de $45 bilhões de dólares anuais só com equipamentos de pesca.

Ainda assim, existe pouco incentivo do governo federal para que esse mercado possa se desenvolver mais.

São mais de 40 anos de pesca esportiva no mundo

pesca esportiva foi criada em 1971, há cerca de 45 anos, se caracterizando pela pesca apenas pelo prazer da pescaria e não pela subsistência do alimento obtido. Portanto, o lema “pesque e solte” é parte intrínseca da pesca esportiva.

A maior recordista de pesca esportiva do mundo é uma mulher

A americana Meredith McCorda é uma das maiores pescadoras do planeta. Nascida em Houston, Texas, ela já pesca há muitos anos e é especializada na modalidade fly. Atualmente, ela é a dona de cerca de 65 recordes mundiais de pesca, segundo a IGFA (Associação Internacional de Pesca Esportiva), com mais outros dezessete recordes pendentes a seu favor. Seu objetivo é alcançar 100 recordes mundiais.

A Amazônica contém os maiores peixes do Brasil

Um dos principais destinos de pesca esportiva no Brasil é a Amazônia. Com um barco, uma vara de boa qualidade das iscas necessárias, muitos pescadores de todo o mundo se aventuram diariamente pela malha fluvial da nossa Floresta Amazônica, atrás de peixes de tamanho colossal.

Os maiores peixes do Brasil estão por lá, como o pirarucu (Arapaima gigas) e a piraíba (Brachyplatystoma filamentosum), que podem alcançar (EM MÉDIA) 2,5 metros e passar dos 200 quilos.

O Brasil ainda se destaca por conter mais de 2 mil espécies de peixes de água doce e mais de mil e trezentas espécies de peixes marinhos.

E você, pescador? Que histórias e curiosidades você tem para contar sobre a sua vida na pesca esportiva?

 

 

Pesque-pague e turismo rural

 

viram onda

 

P/ JOSÉ ROBERTO DE TOLEDO – Folha de São Paulo

A migração do campo para a cidade diminuiu bruscamente nos anos 90 no Brasil, mas isso não teve nada a ver com a atividade agrícola. Ao contrário, há cada vez menos postos de trabalho na agricultura e na pecuária.
O que tem feito menos gente abandonar o campo são empregos ligados ao setor de serviços, como turismo rural e ecoturismo, e a atividades que até pouco tempo eram consideradas tipicamente urbanas, como motoristas e professores.


Esse processo vem ocorrendo em todo o país, mas mais rapidamente em Estados desenvolvidos. Em São Paulo, por exemplo, 44% da população rural ocupada trabalhava em atividades não-agrícolas em 1995. Três anos antes esse percentual era de 36%.
Tais conclusões fazem parte de um estudo conjunto feito em 11 Estados brasileiros por várias instituições de pesquisa e que foi batizado de Rurbano.
O estudo foi apresentado na semana passada em Curitiba, durante um workshop internacional promovido pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).


 

Um dos coordenadores do trabalho é o pesquisador e professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) José Graziano da Silva. Em um texto chamado "O novo rural brasileiro", ele escreveu:
"Pode-se dizer que o meio rural brasileiro se urbanizou nas duas últimas décadas, como resultado do processo de industrialização da agricultura, de um lado, e, de outro, do transbordamento do mundo urbano naquele ambiente tradicionalmente definido como rural".
Graziano atribui essa mudança estrutural a dois fatores:

 


1) a criação de novos serviços que não existiam no campo, principalmente na área de transportes, saúde, turismo, lazer e educação;
2) o renascimento do trabalho em casa, com indústrias e ateliês domésticos, por exemplo, no setor de confecção.
"Esse trabalho a domicílio é fruto do tempo livre propiciado pela mecanização da agricultura", explica.
Ele não está sozinho nessa abordagem do problema. Em texto encaminhado ao workshop do Pnud, Ignacy Sachs (da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais da França) e Ricardo Abramovay (da Faculdade de Economia e Administração da USP) vão na mesma linha:

Piracema


"O desenvolvimento rural não se confunde com o crescimento agrícola. As atividades não-agrícolas são hoje largamente majoritárias no meio rural dos países capitalistas centrais. Apenas 10% da PEA (População Economicamente Ativa) rural dos EUA e 13% da francesa são agrícolas".
No caso brasileiro, tanto Graziano quanto Abramovay e Sachs chamam a atenção para uma atividade que explodiu nos últimos anos nas áreas rurais: o pesque-pague.

 

Piaparas


São propriedades rurais com lagos ou represas em que os clientes praticam a pesca esportiva ou pagam pelo peso dos peixes que conseguem pescar. Esses locais se transformaram em uma das principais atividades de lazer de pessoas de classe média baixa no país.
A disseminação da atividade, que acaba gerando empregos de serviços, é tão grande que, segundo Graziano, cerca de 90% dos peixes de água doce comercializados atualmente no país vêm dos pesque-pague.

Tucunarés e Pacu Caranha

Outro exemplo são as festas de peão de boiadeiro. Ocorrem cerca de 1.200 por ano no país e, segundo Graziano, produzem uma renda superior ao valor das exportações brasileiras de soja e café somadas.

Pirarara e Pintado (Cajara)

Jau

Maior parte desses peixes acima... estão no lago do Pesque e Pague Pantanal...

 

esperando você!!!

 

 

Como construir e abastecer tanques de peixes

 

 

O abastecimento ideal dos tanques deve ser por

gravidade, já que reduz o custo operacional

 

Antes de se construir um tanque de peixes, devemos avaliar a topografia do terreno e o tipo de solo onde será implantado, bem como fazer a análise da água que o abastecerá, principalmente nos meses sem chuvas. Da mesma forma, deve-se escolher qual o tipo de tanque será construído. Se será de terra, alvenaria, concreto, cimento-amianto, fibra de vidro, lona plástica, ou outros materiais disponíveis no mercado.

Formatos dos tanques ou viveiros

As formas retangulares são as mais comuns, já que facilitam o manejo e propiciam o bem-estar dos peixes. No entanto, podemos encontrar os que têm formas circulares. Isso irá depender do tipo de peixe escolhido para a criação. Além disso, os viveiros não podem ser muito pequenos nem muito grandes, pois podem, respectivamente, aumentar os custos do produtor, bem como inviabilizar o manejo de criação. Quanto à profundidade do tanque, esta pode variar de 80 cm a 1,50 m.

Tipos de tanques mais utilizados

- Tanques de terra: reproduzem o habitat próximo ao habitat dos peixes. Além disso, sua construção requer poucos gastos. No entanto, eles necessitam de maiores cuidados com sua manutenção, já que frequentes reparos devem ser feitos. Tanques desse tipo devem apresentar inclinação das paredes de 45º, com bordas gramadas para evitar erosão. São recomendados para o sistema semi-intensivo e intensivo.

- Tanques de alvenaria: podem ser revestidos de tijolos, de preferência, em espelho. Se o criador de peixes preferir, pode-se revesti-lo com argamassa. O fundo deve ser de terra e as paredes devem apresentar uma inclinação de 30º. Uma vantagem é que tanques desse tipo não necessitam de contantes manutenções, além de terem maior durabilidade. São recomendados para sistemas superintensivos.

Topografia do terreno

Ao construir um tanque de peixes, deve-se aproveitar o máximo a topografia do terreno, compactando o fundo e as paredes e tornando o terreno mais estável, livre de erosão e infiltração. O ideal são terrenos planos com declividade de 2%. O fundo deve ter uma declividade em torno de 1,5% em relação ao sistema de escoamento. Quanto à construção dos taludes, esta deve ser feita em camadas, sempre compactando a terra, até completar a sua altura (50 cm acima do nível da água). Isso evita que o viveiro transborde.

Tipo de solo

Os solos ideais para a construção de tanques ou viveiros são os argilosos e de baixa permeabilidade, pois permitem a construção de diques mais estáveis. Já os solos arenosos ou com grande quantidade de cascalho geralmente apresentam alta infiltração, o que gera um maior uso de água. Além disso, esses solos são pouco estáveis e mais susceptíveis à erosão.

Qualidade e quantidade de água

 

 

O local escolhido para a construção deve possuir fontes de água de boa qualidade, sem contaminação por poluentes e em quantidade mínima para abastecer os tanques. A quantidade de água necessária depende da área dos viveiros, das taxas de infiltração e evaporação, da renovação de água exigida no manejo da produção e do uso de estratégias de reaproveitamento da água, entre outros.

Sistemas de abastecimento

- Abastecimento por gravidade: este abastecimento só pode ser implantado onde houver represas ou nascentes localizadas acima do nível dos tanques. A distribuição da água aos viveiros é feita por meio de canais abertos ou por tubulação.

- Abastecimento por bombeamento: este abastecimento deve ser implantado quando a fonte de água (poços, por exemplo) estiver abaixo do nível dos tanques. A distribuição da água é feita por tubulação pressurizada por uma bomba até a entrada dos viveiros.

O ideal é contar com abastecimento e distribuição de água por gravidade, já que reduz o custo operacional durante o manejo dos tanques 

Canal de abastecimento

O ideal é contar com abastecimento e distribuição de água por gravidade, já que reduz o custo operacional durante o manejo dos tanques, bem como evita falhas no sistema com a quebra de bombas ou a falta de energia. O canal de abastecimento pode ser feito com cano PVC, bem como deve haver um registro para controlar a vazão da água. É bom que a água caia de uma altura de 50cm, o que facilitará a sua oxigenação. Quanto ao volume da água, este deve ser o bastante para suprir suas renovações diárias (5 a 10 L/s/hectare).

Canal de deságue

O canal de deságue pode ser feito por meio de calhas e tubos de PVC, que irão levar a água ao tanque de decantação ou estabilização. O mais importante é drenar a água do fundo dos tanques, pois esta possui baixa qualidade e oxigenação. O tanque bem vazio possibilitará a despesca, a adubação e a sua desinfecção. Por isso, os canais de saída de água devem estar localizados na parte mais baixa do tanque. Para a sua total drenagem.

 Confira mais informações, acessando os Cursos CPT da área Piscicultura.

Por Andréa Oliveira

Pensando em você, cliente CPT, o Centro de Produções Técnicas disponibiliza gratuitamente um manual prático sobre criação de tilápias, com especificações sobre as principais espécies, a temperatura e o o pH mais adequados para a sua criação, bem como os tipos de alimentação e as formas de reprodução. Tudo elaborado em linguagem simples e ilustrações para melhor exemplificar o conteúdo.

 

 

Nutrição e Alimentação de Peixes

 

 

Os peixes podem ser criados de várias maneiras dependendo das condições e da qualidade da água, espécie e aceitação de mercado. É possível dividir o sistema de criação em extensivo, semi-intensivo, intensivo e superintensivo.

 

 

  1. Sistema extensivo: sua principal característica é a alimentação natural, densidade de estocagem menor que 2.000 peixes/ha, sem monitoramento da qualidade de água e viveiros sem planejamento (com dimensões variadas).
  2. Sistema semi-intensivo: alimentação natural e suplementar, densidade de estocagem de 5.000 a 20.000 peixes/ha, monitoramento parcial da qualidade de água e viveiros construídos com planejamento prévio. No Brasil, cerca de 95% da produção de peixes é proveniente deste sistema.
  3. Sistema intensivo: alimentação completa, com densidade de estocagem de 10.000 a 100.000 peixes/ha, há monitoramento total da qualidade da água e tanques construídos com planejamento. Normalmente associado ao monocultivo (criadas isoladamente).
  4. Sistema superintensivo: ocorre alta renovação de água nos tanques, a densidade de estocagem já é expressa em biomassa por m³. A ração deve ser nutricionalmente completa e ter estabilidade na água, pois é a principal fonte de alimento (exemplo: raceway e tanques-rede).

 

1.1 Exigências Nutricionais. 
Entre os vários fatores que contribuem para a nutrição de peixes, destaca-se o fato de dependerem direta e indiretamente do meio onde vivem, estando sujeitos às condições ambientais, de difícil manipulação. Há algumas diferenças nas exigências entre os peixes de água fria (temperatura ótima <18oC) e os de água quente (temperatura > 18oC).

Os estudos têm demonstrado que a dieta influencia o comportamento, a integridade estrutural, a saúde, as funções fisiológicas, a reprodução e o crescimento dos peixes. Portanto, a determinação das exigências qualitativas e quantitativas dos nutrientes essenciais é de fundamental importância para uma adequada formulação das dietas para os peixes.

2.2 Forma Física da ração.

As formas físicas de se fornecer a ração aos peixes são:

  • 2.2.1 Ração farelada: os ingredientes da ração são apenas moídos e misturados. Sua utilização não é recomendada uma vez que as perdas de nutrientes são muito grandes, causando não só problemas aos peixes, como a poluição da água dos tanques.
  • 2.2.2 Ração peletizada: por meio da combinação da umidade, calor e pressão, as partículas menores são aglomeradas, dando origem a partículas maiores. Sua estabilidade na superfície da água deve estar em torno de 15 minutos, o que garante sua qualidade. Esse tipo de ração reduz as perdas de nutrientes na água, pode eliminar alguns compostos tóxicos, diminui a seleção de alimento pelos peixes, além de reduzir o volume no transporte e armazenamento da ração. Porém, tem um custo de produção mais elevado, quando comparada à ração farelada.
  • 2.2.3 Ração extrusada: a extrusão consiste num processo de cozimento em alta temperatura, pressão e umidade controlada. Sua estabilidade na superfície da água é de cerca de 12 horas, tornando o manejo alimentar com esse tipo de ração mais fácil e eficiente. Atualmente, tem sido a forma de ração mais indicada para a piscicultura.

 

2.3 Características dos alimentos 
Os alimentos naturais são aqueles produzidos no viveiro e que são consumidos pelos peixes. São estes classificados em alimentos naturais, como as algas (Fitoplâncton); os microorganismos animais (Zooplâncton), matéria orgânica morta, e alimentos artificiais, que são as rações.

Há algumas décadas, ao estimular a criação de peixes em nosso país, foi preconizada a ideia de seu consórcio com outras espécies animais,

principalmente com suínos. Entretanto, tal prática resulta em baixa produtividade por unidade de área, além de comprometer a qualidade da água dos tanques.

Atualmente, um grande número de piscigranjas emprega rações completas e, como conseqüência, tem obtido bons resultados zootécnicos. A produtividade em piscicultura depende principalmente da qualidade dos ingredientes que compõem a ração e da eficiência de seu processamento. A garantia de obtenção de ótima resposta produtiva e máximo crescimento dos peixes depende do atendimento das necessidades protéico-energéticas e demais nutrientes essenciais.
Para tanto, é necessário considerar os aspectos qualitativos e quantitativos da alimentação. Qualquer desvio da composição ideal modificará a necessidade quantitativa. A certeza de que os peixes estão recebendo a fração correspondente à sua exigência garante a obtenção de ótima conversão alimentar.

Sabe-se que a eficiência de aproveitamento da ração para o máximo crescimento depende principalmente de sua composição. Quando a ração apresenta-se deficiente em qualquer nutriente essencial para o crescimento, como aminoácido, vitamina ou mineral, será necessária maior quantidade de alimento para satisfazer essa exigência, tendo como conseqüência menor eficiência alimentar.

 

2.3.1 Qualidade das rações 
Com a mistura de diferentes ingredientes, em diversas proporções, têm sido confeccionadas as rações para peixes, as quais, teoricamente, apresentam-se completas para atender suas exigências nutricionais.
A indústria no sentido de proporcionar maior coesão entre as partículas alimentares, submete a mistura ao processo de peletização. Essa prática reduz tanto quanto possível sua desintegração e dissolução, proporcionando, assim, melhor eficiência produtiva e nutricional.

No mercado, os criadores encontram dois tipos de rações peletizadas: a densa, que imerge após contato com a água e a extrusada, que geralmente mantém-se à superfície. A ração peletizada densa é obtida mediante umedecimento com água (peletizada a frio) ou com vapor (peletizada com calor) e mediante pressão, passa pelos orifícios de uma matriz. O calor, resultante desse atrito associado à umidade, gelatiniza o amido da mistura, contribuindo para sua estabilidade na água. Essa estabilidade estará ainda dependente do diâmetro das partículas, da temperatura na câmara de condicionamento e da prensa, além da característica aglutinante dos ingredientes.

Os peletes extrusados são obtidos mediante processo que submete a mistura a maior umidade e temperatura, além de alta pressão no extusor. Como resultado, praticamente todo o amido é gelatinizado e o pelete sai do extrusor parcialmente expandido, fato que lhe confere estabilidade na água de até 24 horas.

 

2.3.1 Deficiência de nutrientes 
A deficiência de Vitaminas, muitas vezes chegando à avitaminose (ausência da vitamina no organismo) ou por um lado extremamente contrário, a hipervitaminose (excesso da vitamina no organismo), podem causar sérios danos no desenvolvimento dos alevinos, principalmente em sistemas intensivos.

A deficiência de vitamina, que pode geralmente, causar danos no epitélio, tecidos ósseos e conjuntivos. Em alguns casos, causa a diminuição na migração de leucócitos tendo ação na imunidade, o que pode aumentar a taxa de mortalidade nos tanques, em um segundo caso foram observadas perda na massa muscular, perda de pigmentação, anemia, diminuição no número de hemoglobina e eritrócitos, leucócitos e trombócitos, inibição da síntese de eritroblastos junto com a redução do tamanho do citoplasma e do núcleo dos diferentes corpúsculos celulares, o que resulta em alta taxa de mortalidade, devido à baixa imunidade e má formação da estrutura corpórea.

Peixes alimentados com dieta sem vitamina gradualmente perdem o composto, primeiro dos armazenamentos do fígado e por último dos olhos. Em alguns destes casos foram observadas evidências de avitaminose no fígado, intestino e particularmente na pele, onde foram observadas camadas queratinizadas.
Por outro lado, a hipervitaminose reduz a taxa de crescimento, comprimindo as vértebras e também age na diminuição do depósito de gordura do animal.

 

2.4 Arraçoamento 
Considerando que a taxa de arraçoamento influencia diretamente no crescimento e na eficiência alimentar de uma espécie, os estudos das necessidades nutricionais de peixes devem ser conduzidos na melhor taxa de arraçoamento possível, a fim de evitar o mascaramento das necessidades dos nutrientes.
O alimento artificial deve ser administrado diariamente na quantidade de 3-5% da biomassa dividido em duas refeições, durante pelo menos 5 dias por semana, de preferência no mesmo local e às mesmas horas do dia (pela manhã e final da tarde).
O piscicultor deve estar sempre atento para observar a quantidade ofertada para os animais quando comparada com a quantidade consumida, de modo que não haja excesso de alimento artificial no viveiro de um dia para o outro, pois o acúmulo de matéria orgânica traz mais desvantagens do que vantagens no tanque.
A forma de preparo dos alimentos e a sua distribuição são fatores importantes.

Para pós-larvas e alevinos a ração, em forma triturada, deve ser distribuída ao longo das margens do viveiro.
Para peixes de 10 a 50g, as rações devem ser oferecidas em pequenos pedaços de modo que o peixe possa abocanhá-los.
Normalmente adota-se como parâmetro o conceito de “biomassa”, que é traduzido pelo número estimado de peixes existentes no tanque, multiplicado pelo seu peso médio. Para isso, é necessária uma avaliação periódica dos peixes, a cada 30 a 45 dias. A oferta diária de ração deve aumentar à medida que os peixes crescem. Sendo assim, essa quantidade deve ser ajustada em intervalos de 7 a 14 dias.

 

2.5 Formas de fornecimento de ração aos peixes 
Existem três maneiras de se fornecer ração aos peixes: manualmente, pelo uso de comedouros ou de máquinas automáticas. O fornecimento manual é interessante para manter um contato visual com os peixes, no tanque. Observam-se, por exemplo, possíveis problemas de saúde, porém requer maior mão de obra, quando comparado ao sistema de comedouros.

A alimentação em comedouros pode ser feita em cochos (bastante usado em sistemas tradicionais, no fornecimento de ração farelada), ou mecanizada, no qual o alimento é lançado por um equipamento acoplado a um trator. Esse método permite uma alimentação rápida de grandes áreas, apesar de limitar o contato entre o tratador e os peixes.
Existem ainda os comedouros automáticos, que distribuem a ração de tempos em tempos no tanque, porém, também limitam o contato entre os peixes e o tratador. Esse tipo de comedouro se encontra disponível no mercado, sendo necessário analisar sua relação custo/benefício quando da sua utilização.

Na fase inicial de desenvolvimento dos peixes, recomenda-se o uso de uma ração finamente moída, em função do tamanho da boca do animal. É importante que o alimento seja distribuído de maneira uniforme pelo tanque.

Uma maneira prática de se verificar o consumo dos peixes e a necessidade ou não de aumento da quantidade de alimento fornecido é lançar a ração no tanque (no caso de rações peletizadas ou extrusadas) e observar os animais se alimentando. Quando começar a sobrar ração na superfície, significa que os peixes estão saciados e que aquela quantidade de ração foi suficiente.

Como já mostrado anteriormente, o número de vezes que os peixes devem ser alimentados por dia varia em função da temperatura, da espécie criada, da idade ou tamanho dos peixes e da qualidade da água do tanque. Geralmente, quando a temperatura cai, o consumo de ração é menor e, portanto, o seu fornecimento deve ser menor também.

Assim na fase de alevinagem, a frequência de alimentação é de duas a três vezes por dia. Já na fase de engorda, essa frequência cai para uma a duas vezes por dia. Para peixes carnívoros, por exemplo, duas alimentações ao dia são suficientes, porém, para peixes onívoros como a tilápia, três alimentações ao dia mostraram melhores resultados de desempenho.

A qualidade da água é influenciada pela frequência de alimentação, uma vez que o excesso de ração no tanque provoca diminuição do oxigênio dissolvido na água, prejudicando os peixes. Quanto aos horários de fornecimento de ração, estes variam conforme a espécie cultivada. Porém, para espécies carnívoras e onívoras, recomenda-se as primeiras horas do dia e o entardecer.

O ideal é fornecer a ração sempre nos mesmos horários, todos os dias, para que haja um condicionamento dos peixes. É importante, porém, não fornecer alimento aos peixes quando as concentrações de oxigênio estiverem baixas, para não agravar ainda mais a situação.

Para espécies carnívoras ictiófagas, por requererem um treino alimentar específico, é necessária a aquisição de alevinos já adaptados ao alimento seco, devendo ser fornecido preferencialmente à noite. O mais importante é que o tratador seja um bom observador, pois dele irá depender a saúde e o desenvolvimento adequado dos peixes.
Infelizmente muitos criadores não têm idéia da quantidade de peixes por tanque, o que dificulta os cálculos de quanto oferecer de ração, além de inviabilizar possíveis tratamentos no tanque em questão.
Além da quantidade de peixes, deve-se ter conhecimento sobre o comportamento de cada espécie durante a alimentação, pois existem, inclusive, estruturas hierárquicas em uma população.

Ainda para garantir a melhor alimentação ao plantel, deve-se atentar ao armazenamento de ração, cujos cuidados são idênticos àqueles com as rações de outros animais. As embalagens devem ser mantidas em ambiente ventilado, afastadas do sol e de outros animais que possam dela utilizar-se (roedores, por exemplo), e a umidade deve ser evitada a todo custo.
Altos níveis de umidade na ração propiciam o aparecimento de fungos produtores de toxinas (aflatoxina, por exemplo), que são extremamente perigosas aos peixes em particular, produzindo tumores hepáticos.

A aplicação de criações consorciadas (suínos-peixes, aves-peixes) que utilizam dejetos fecais para alimentação dos peixes não são recomendadas, pois, embora se diminuam os custos com a alimentação da piscicultura, cria-se um problema de Saúde Pública. As fezes irão contaminar a água e, consequentemente, os peixes, que servirão de alimento ao homem. Além disso, peixes criados com dejetos costumam ter sua carne fétida e friável, em condições totalmente insatisfatórias para consumo humano.

Finalmente sabemos que peixes mal nutridos podem sofrer de doenças de origem nutricional e, além disso, terão maior propensão a adquirir outras doenças causadas por bactérias, vírus e parasitas em geral, pois esses animais têm baixa resistência a agentes oportunistas.

Assim, o piscicultor que investe em rações de qualidade só terá a ganhar, aumentando dessa forma, sua produtividade e produzindo peixes de boa qualidade.

O manejo alimentar depende, principalmente, do tamanho dos peixes, da dimensão dos tanques ou viveiros, do sistema de manejo da criação e peixes utilizados (se intensiva ou semi-intensiva), do comportamento alimentar da espécie cultivada e também da temperatura da água.

Em sistemas semi-intensivos e intensivos, o fornecimento de alimentação suplementar é de fundamental importância para a engorda dos animais. Essa alimentação deve ser feita através de rações balanceadas para a melhor eficiência produtiva.
Assim no caso de pós-larvas até de alevinos, o alimento deverá ser fornecido, no mínimo, quatro vezes ao dia. A ração deve ser triturada e até mesmo finalmente pulverizada, dependendo do tamanho da boca das pós-larvas. Nessa fase, podem ingerir até mais de 10% do peso vivo diariamente.

Os alevinos entre 5,0 e 20,0 g, após o primeiro mês, já se alimentam com rações extrusadas e posteriormente, trituradas, na proporção de 5 a 8% de peso vivo, devendo a ração ser fornecida pelo menos quatro vezes ao dia.

Os peixes no estado juvenil – entre 80 e 250 g, devem ser alimentados de três a quatro vezes ao dia na proporção de 3 a 5% do peso vivo, com rações extrusadas de 4 a 5 mm de diâmetro e na fase de engorda, acima de 250g, a ração deve ser fornecida na proporção de 2 a 3% do peso vivo, com 6,0 até 10 mm de diâmetro. Essa mesma ração deve continuar até a fase final da engorda (acabamento), com 1 a 3 kg de peso vivo, quando os peixes ingerem, 1 a 2% do peso vivo.

A alimentação deve ser manual até que o criador vá adquirindo prática, e as rações extrusadas, além de propiciarem melhor qualidade da água, possibilitam ao tratador observar o comportamento dos peixes quando estão sendo alimentados.
Uma vez adquirida essa prática, deve-se acompanhar com freqüentes biometrias, medindo e pesando, no mínimo, 50 a 100 exemplares de cada viveiro. Essas biometrias, que devem ser realizadas a intervalos de 2 a 4 semanas possibilitam os ajustes das quantidades de ração a serem administradas, de modo a se evitar a sub ou super alimentação dos peixes, o que não é bom para o seu crescimento.

Somente após esse domínio sobre as quantidades de ração a serem fornecidas aos peixes, é que se deve pensar na automatização da alimentação dos peixes.

 

3.1 Manejo alimentar e qualidade da água. 
O manejo alimentar inadequado dos viveiros, tanques-redes ou outros sistemas de produção de peixes causam um grande acúmulo de fósforo, que se deposita no fundo e aumenta a atividade bacteriana nos sedimentos, podendo levar a uma condição anaeróbia na interface água/sedimento, resultando na produção de gás sulfídrico e gás metano, que são tóxicos para os peixes.

Uma parcela da ração que fornecemos aos peixes é consumida e transformada em proteína animal, peixe vivo, a qual é retirada dos viveiros e/ou dos tanques-redes no momento da despesca na forma (principalmente) de carbono, nitrogênio e fósforo.
Outra parcela da ração não é ingerida pelos peixes e ainda, uma última parcela da ração é transformada em fezes e metabólitos, que vão se depositar no fundo desses ambientes, aumentando a concentração de matéria orgânica. Parte dessa matéria orgânica pode ser liberada desses ambientes na forma de dióxido de carbono, amônia e fósforo, através do intercâmbio com a atmosfera na interface água e ar.

Outra parcela significativa da matéria orgânica acumulada no fundo desses viveiros ou lagos, é eliminada através das trocas de água e finalmente, parte do gás carbônico, nitrogênio e amônia é adsorvida pelo solo e pelo ar na forma de gás de nitrogênio e amônia.

Em termos gerais, o aumento das taxas de alimentação aumenta a produção de peixes de forma linear, enquanto a qualidade de água diminui exponencialmente. A produção de peixes, ou de qualquer outro organismo aquático, pode aumentar bastante, através de uma oferta de ração mais elevada, entretanto os problemas relacionados com a redução dos índices de qualidade da água poderão aumentar, numa proporção muito maior do que a produção. Para evitar problemas dessa natureza, é fundamental determinar o ponto de equilíbrio entre o aumento da produção e a manutenção dos níveis aceitáveis de qualidade de água.

As características do reservatório ou lago onde serão implantados os tanques-redes, a espécie que será cultivada e o tipo de manejo que será utilizado vão determinar qual será o ponto de equilíbrio ideal para o tipo de sistema de cultivo que se pretende implantar.

A quantidade de matéria orgânica existente nos viveiros ou reservatórios utilizados para a produção de peixes é proporcional ao aumento das taxas de alimentação.

O acúmulo de matéria orgânica decorrente da ração não consumida e dos metabólitos produzidos pelos peixes nesses ambientes, influi diretamente na densidade de fitoplâncton e na turbidez da água.

O aumento da turbidez da água reduz a penetração da luz na coluna d’água, e limita a profundidade onde ocorre a fotossíntese. A redução da fotossíntese e o acúmulo de matéria orgânica no fundo desses ambientes aumentam a demanda bioquímica de oxigênio, causando a redução drástica e repentina na concentração de oxigênio dissolvido.
Consequentemente, a adoção de taxas de alimentação elevadas, associadas a uma ração de baixa qualidade e a baixa conversão alimentar irão causar um grande acúmulo de ração no fundo, que irá atuar como uma fonte potencial de nutrientes, principalmente nitrogênio e fósforo, dando origem a eutrofização, evidenciada pelo crescimento excessivo de fitoplâncton.

Essa situação é bastante prejudicial, porque, durante o dia, o fitoplânton existente nesses ambientes produzirá uma grande quantidade de oxigênio dissolvido através do processo da fotossíntese; porém, durante a noite, esse processo se inverte, e ocorrerá um intenso consumo de oxigênio dissolvido, dando origem a uma grande produção de gás carbônico, provocando a diminuição do PH.

Por outro lado, parte da ração não consumida pelos peixes cultivados serve como fonte de alimento para outros peixes, predadores ou pássaros existentes no próprio local, podendo ocasionar desequilíbrios ambientais, além de aumentar a quantidade de nutrientes disponíveis na água e ocasionar a proliferação de microalgas.

Finalmente, uma parte da ração não consumida pelos peixes permanece fixa no substrato do fundo ou no próprio tanque-rede, e pode servir como fonte de alimento para organismos que vivem no fundo desses ambientes ou na superfície da malha dos tanques-redes.

Esse acúmulo de ração no fundo dos ambientes aquáticos aumenta a competição entre os organismos bentônicos, podendo alterar a composição dessas comunidades, através da redução de determinadas espécies menos tolerantes a certas variações na qualidade de água, como também devido à competição alimentar.

 

3.2 Restrição alimentar 
Em função da escassez temporal e espacial de alimentos, ou pela migração para desova, períodos de privação alimentar são comuns. No entanto, as respostas metabólicas durante a privação alimentar variam consideravelmente entre os teleósteos, haja visto que alguns tais como a idade, as estações do ano, o ambiente, as condições experimentais, a temperatura e o estado nutricional pré-restrição também podem influenciar, aumentando ou diminuindo o efeito da restrição no ajuste biológico destes.

Frente à privação alimentar, a sustentação dos processos essenciais e vitais são mantidos, dependendo de cada espécie, por nutrientes diferentes, porém sempre às custas de reservas energéticas, resultando em sua depleção (redução de via metabólica) e perda progressiva dos tecidos, de acordo com a severidade do tempo de jejum.

Após um período de jejum, a realimentação promove uma reserva nos processos de mobilização de reservas para suprir o catabolismo. Somente quando essa condição estiver satisfeita, o destino da dieta será para o crescimento.

A restrição do crescimento durante o período de privação alimentar ou jejum pode ser acompanhado de uma fase de rápido crescimento, quando a alimentação é restabelecida, conhecida como crescimento compensatório. Esse crescimento compensatório, geralmente está relacionado a um aumento na taxa e eficiência de ganho de peso durante o período de recuperação.

Durante a restrição, é observado um decréscimo da taxa de crescimento animal, resultando também em algumas alterações fisiológicas e morfológicas, como a redução do tamanho do trato gastrointestinal e fígado. A redução do tamanho desses órgãos é consequência do decréscimo da quantidade de energia e proteína e da redução da síntese de proteína. O resultado é a hipotrofia das células, causando uma redução de toda massa do órgão.

O balanceamento das dietas é muito importante para o atendimento das exigências nutricionais, embora haja poucos peixes com todas suas exigências atendidas, principalmente para que a proteína não seja utilizada como fonte de energia e sim para formação do tecido corporal.

 

4.1 Recria: 
A recria consiste em criação de alevinos I (peixes com média de comprimento de 3 cm e 1 g de peso), até o porte adequado para a engorda, que pode ser iniciada com peixes pesando 100 g.
- Taxa de estocagem inicial: 5 a 10 alevinos /m²;
- Período: 60 a 90 dias;
- Sobrevivência final: 80%;
- Renovação de água: 1 a 3% para manutenção dos padrões mínimos desejados;
- Taxa mínima de oxigênio dissolvido: 4mg/l;
- Taxa máxima de amônia: 2mg/l;
- Peso médio final: 100g;
- Conversão alimentar aparente: 1:1;
- Estocagem final: 4 a 8 juvenis/m²;
- Produtividade média final: 400 a 800g/m²;

 

4.2 Preparação dos viveiros: 
Dia 0: viveiro seco
Dia 1: calagem de expurgo (100 a 200g de cal virgem em pó/m²)
Dia 2: pré-abastecimento (30 cm de lâmina d’água)
Dia 3: calagem de correção e adubação inicial conforme tabela abaixo
Dia 6: abastecimento total
Dia 7: estocagem de alevinos
Dia 10: readubação (semanais ou quando se fizer necessário)
Dia 60 a 90: despesca


4.3 Adubação da água 
Tabela-Quantidade de ou químico a ser utilizado em viveiros.

 

Tipo de Adubação

Adubação inicial

Manutenção (semanal)

Cloreto de sódio

10g/m²

-

Cal Hidratada

10g/m²

-

NPK – 4-14-8

10g/m²

5g/m²

Calcário dolomítico

100g/m² a 300g/m²

-

Superfosfato Simples

15g/m²

10g/m²

Superfosfato Triplo

6g/m²

4g/m²

Uréia

3g/m²

-

 

 

 

4.4 Alimentação da recria 
Tabela- Peixes onívoros
Quantidade diária de ração em quantos tratamentos

 

Peso Médio (Gramas)

Ração indicada
%PB

Peso Vivo
%

Granulometria
(mm)

Nº de Refeições
diárias

1-20

Peixe 40

10

Farelada

4

20-50

Peixe 40

8

3-4

3

50-80

Peixe 40

5

3-4

3

80-100

Peixe 36

4

4-5

3

 

 

4.5 Engorda 
A partir do peso de 100g começamos a tratar dos peixes para sua etapa final de engorda até que estejam no peso esperado em um período que vai de 240 a 300 dias. Deve-se manter a oxigenação da água de 4mg/l dissolvido, para que ocorra uma boa conversão alimentar aparente, sendo entre 1,4 a 2 Kg de ração para cada 1 Kg de carne. Com tudo isso, podemos esperar uma produção média final entre 500- 800g/m².

 

4.6 Preparação dos viveiros 
- Dia 0: viveiro seco
- Dia 1: calagem de correção
- Dia 2: abastecimento total
- Dia 5: estocagem

 

4.7 Exemplo arraçoamento de alevinos 
Abaixo segue um exemplo de fornecimento de ração para 1000 alevinos com peso médio inicial de 2,5g durante 13 semanas, estimando-se todo o volume gasto nos tratos.

 


Semana

Teor Proteico da ração (%)

Ração
Diária (Kg)

Ração semanal (Kg)

Peso
Médio (g)

Refeições
(Dia)

1

40

0,400

3

5

4

2

40

0,725

5

9

4

3

40

0,725

5

13

4

4

40

1,063

7

19

4

5

36

1,647

10

27

4

6

36

2,224

12

37

4

7

36

2,502

16

50

3

8

36

3,232

18

65

3

9

36

4,174

23

83

3

10

32

4,852

29

108

3

11

32

5,445

34

136

3

12

32

5,445

38

168

3

13

32

6,716

47

207

3

Total

-

-

246

-

-

Tipo de Ração

Consumo Total(Kg)

Consumo Total (sacos)

Peixe 40

20

1

Peixe 36

77

3

Peixe 32

148

6

             

 

 

 4.8 Alimentação da engorda- peixes onívoros

Tabela - Uso da ração balanceada com 32 a 28% de Proteina Bruta

 


Peso médio 
(gramas)

Ração Indicada
% PB

% Peso Vivo

Granulometria
(mm)

Nº de refeições diárias

100-250

Peixe 32

3

6-8

3

250-500

Peixe 32

2,5

6-8

2

500-1000

Peixe 32

2

6-8

2

1000-1500

Peixe 28

1,5

8 -10

2

1500-2000

Peixe 28

1,2

8-10

2

2000-3000

Peixe 28

1

8-10

2

 

 

Autoria: 

Jorge Prado Borges Neto, Zootecnista – CRMV MG 1786/ Z - Consultor Técnico (Prado Consultoria)
Prof. Gilmar Ferreira Prado, Zootecnista - CRMV RO 00152 ZP - Gerente Técnico BIGSAL

 

 

Descrição: http://www.bigsal.com.br/imagens/spacer.gif

 

 

CURIOSIDADE SOBRE PEIXES

 

PRINCIPAIS DOENÇAS QUE ATACAM OS PEIXES

 

Para prevenir das doenças que se manifestam com uma maior freqüência num tanque recém montado, são indispensáveis algumas medidas profiláticas, como a higiene geral das instalações e dos peixes e plantas recém adquiridos, ter sempre um aquário quarentena ou aquário hospital para o tratamento e inclusão de peixes e plantas antes de integrar no tanque principal.

Se algum peixe aparecer infectado, adote os procedimentos curativos recomendados abaixo:

DOENÇA: Achlya ou Saprolegnia. (Fungos).

CAUSAS E SINTOMAS: Manchas brancas ou tufos semelhantes a algodão.

TRATAMENTO: Aplique um fungicida de largo espectro. Trocar 20% da água do aquário.

 

DOENÇA: Oodinium pillularis (Parasita).

CAUSAS E SINTOMAS: Podem devastar um aquário em poucas horas. O primeiro sintoma é a falta de apetite. Respiração ofegante, peixes na superfície, ficam desequilibrados. Podem haver nas escamas um brilho fraco, como veludo.

TRATAMENTO: Aplique um fungicida de largo espectro associado a um parasiticida de ação rápida. Trocar 20% da água do aquário.

 

DOENÇA : Costia.

CAUSAS E SINTOMAS: Falta de apetite. Manchas esbranquiçadas. Ramificações vermelhas nas nadadeiras.

TRATAMENTO: Aplique um fungicida de largo espectro ou um parasiticida de ação rápida. Trocar 20% da água do aquário.

 

DOENÇA: Ictio.

CAUSAS E SINTOMAS: Pequenos pontos brancos nas nadadeiras ou em todo o corpo. Nadadeiras fechadas. Costumam esfregar-se no substrato ou nas pedras.

TRATAMENTO: aplicar um parasiticida de ação rápida.

 

DOENÇA: Nadadeiras Roídas.

CAUSAS E SINTOMAS: Podem ser vários motivos. Geralmente são bactérias. As nadadeiras ficam esbranquiçadas e se desfazem. O pH ácido favorece o seu aparecimento.

TRATAMENTO: Corrigir o pH antes do tratamento. Aplicar um antibiótico de largo espectro.

 

DOENÇA: Fungo na boca.

CAUSAS E SINTOMAS: Grossa camada de fungo na boca parecida com algodão. O fungo pode estar associado a bactérias que se localizam em ferimentos.

TRATAMENTO: Aplicar um antibiótico de largo espectro ou aplique um fungicida de largo espectro. Trocar 20% da água do aquário.

 

DOENÇA: Dactylogyrus ou Gyrodactylus.

CAUSAS E SINTOMAS: Falta de apetite. Inflamação e inchação nas brânquias . Turvação dos olhos. Respiração ofegante.

TRATAMENTO: aplicar um parasiticida de ação rápida.

 

DOENÇA: Hidropsia (ventre volumoso).

CAUSAS E SINTOMAS: É causada por bactérias que atacam os órgãos internos, paralisando-os. Os peixes ficam barrigudos e com as escamas eriçadas. De difícil cura.

TRATAMENTO: Aplicar um antibiótico de largo espectro. Trocar 20% da água do aquário.

 

DOENÇA: Tuberculose ou Barriga seca.

CAUSAS E SINTOMAS: O peixe fica magro com o ventre retraído. Pode ser causado por alimentação de má qualidade ou pouco variada.

TRATAMENTO: Aplicar um antibiótico de largo espectro. Trocar 20% da água do aquário.

 

DOENÇA: Olhos Inchados (pop-eye).

CAUSAS E SINTOMAS: Podem ser causadas por bactérias (tuberculose e hidropsia), por fungo (Ichthyosporidium) ou por vermes.

TRATAMENTO: Aplicar um parasiticida de ação rápida associado com um antibiótico de largo espectro. Trocar 20% da água do aquário.

 

DOENÇA: Buraco na Cabeça (Hole-in-Head).

CAUSAS E SINTOMAS: Doenças dos Acarás. Atacam os órgãos internos, causando danos que podem ser irreversíveis. De difícil cura. Falta de apetite, na fase final aparecem inchações e perfuração na cabeça e no corpo. Não é muito contagiosa.

TRATAMENTO: Aplicar um antibiótico de largo espectro. Trocar 20% da água do aquário.

 

Água muito ácida.

CAUSAS E SINTOMAS: Nadadeiras fechadas, escamas eriçadas, natação irregular, tremores.

TRATAMENTO: Verificar o pH, aumentar com um tamponador de forma lenta e cuidadosamente, pois uma mudança brusca podem matar os peixes.

Água muito alcalina.

CAUSAS E SINTOMAS: Perda de brilho nas escamas, respiração ofegante junta a superfície. Podem haver perdas nas escamas.

TRATAMENTO: Verificar o pH, abaixar acidificante de forma lenta e cuidadosamente, pois uma mudança brusca podem matar os peixes. Se for necessário um novo ajuste, faça-o somente após 4 horas para dar tempo de aclimatação dos peixes e plantas.

 

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