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Esta instituição de ensino apoia, a cultura

e a história de Ituiutaba, 

contidas neste portal 

 

João Pinheiro

 

Há mais de um século educando

 

1908 – 2019

 

 

 

58.617  Visualizações

 

 

Atual Diretor: Carlos Henrique Araújo Vidigal (Baco)

 

O www.portalituiuta.com.br, por seu coordenador ex-verador Hairton Dias, a Fundação Cultural de Ituiutaba, através de seu presidente, professor Francisco Roberto Rangel prestam a mais significativa homenagem ao corpo docente e discente da Escola Estadual João Pinheiro, quando este importante estabelecimento de ensino completa 111 anos educando os filhos desta generosa e abençada terra de São José do Tijuco (exuberante Ituiutaba), com a mais alta qualidade de ensino, ganhadora de inúmeros títulos ao longo de sua história!

Compilação de dados, da revista do centenário, publicada pela escola, em dezembro de 2008!... Veja a seguir:

 

111 anos dedicados à educação

 

 

A Escola Estadual João Pinheiro, neste ano de 2019 completa 111 anos e está localizada na cidade de Ituiutaba/MG. A Escola guarda o passado, marca o presente e prepara o futuro. Cento e oito anos se passaram desde a manifestação de um Grupo Escolar, construindo e fazendo a sua história, tendo para oferecer aos seus alunos o saber, o conhecimento, o uso correto da razão, a excelência de ensino e qualidade.

Quando a escola comemorou seu primeiro centenário, em 2008, aproveitou essa comemoração para promover a renovação de atitudes, e cada vez mais poderem ver surgir novos líderes e trabalhar em conjunto, continuando a oferecer à comunidade uma educação de qualidade, contribuindo para a formação de cidadãos críticos, reflexivos e participativos, cientes de seus direitos e deveres, em uma sociedade democrática.

A missão da escola é “despertar e exercitar as potencialidades dos alunos, oferecendo com eficiência, conhecimentos que visem à inclusão, a cidadania crítica e atuante, numa sociedade globalizada”, onde ressalta-se que a educação desempenha um papel primordial em nossa vida cotidiana e percebê-la significa ter a dimensão de sua importância para todos.

Neste ano à escola tem um diferencial ao comemorar 108 anos de existência, o que a torna um privilégio por ser uma instituição que há mais de um século se dedica a educação.

Em virtude desta afirmação, faz-se necessário apresentar um breve histórico em forma de linha do tempo para compreender melhor a trajetória desta instituição tão importante para a cidade e, por onde passaram milhares de alunos, vários reconhecidos como profissionais bem sucedidos nacionalmente e internacionalmente bem como, os servidores que desenvolveram seu trabalho com dedicação, amor e competência, tornando possível esta comemoração.

 

Os primórdios da educação na Vila Platina

 

 

Na antiga Vila Platina, recém-fundada no início do século 20, em 16 de setembro de 1901, assim como no interior de todo o Brasil daquela época, o ensino era rudimentar, pela carência de escola nas pequenas comunidades.

Havia somente a dedicação e o amor de umas poucas pessoas “letradas”, como se dizia à época, pelo nobre ofício de ensinar, de maneira improvisada em sua própria casa ou em algum cômodo emprestado, onde se fazia funcionar uma simples e pequena sala de aula.

Em uma ou outra fazenda a mesma realidade. Geralmente, a esposa ou filha “letrada” do fazendeiro, por não concordar que muitas pessoas vivessem na ignorância do analfabetismo, dedicava-se a ensinar o que sabia em algum cômodo maior cedido para funcionar a sala de aula. O objetivo era que os pupilos aprendessem a ler e a escrever.

Não é difícil imaginar a dificuldade de quem se propunha a ensinar- vontade de aprender, pela carência de recursos de toda ordem- e de quem tinha vontade de aprender, pelas distâncias que tinham de ser vencidas até a pequena escola, a pé ou em lombo de animais, ou depois de um dia inteiro de trabalho pesado no Brasil eminentemente rural da época.

Certamente, à luz de lamparina ou ainda de candeias, pequenas turmas formadas de crianças e adultos davam os primeiros passos para aprender o “a-bê-cê”. A alfabetização se dava com o ensino da caligrafia e da leitura. E tinha ainda o aprendizado das quatro operações. Eram as primeiras e pequenas luzes do ensino na imensidão de um país que ainda desbravava o interior.

Os filhos dos mais abastados também iniciavam seus estudos nestas escolinhas improvisadas, e só depois de mais crescidos eram levados para a cidades, para os colégios de regime de internato para aprender o ensino regular da época.

 

Os primeiros professores

 

Cônego Ângelo Tardio Bruno

 

Desde os primeiros tempos do povoado de São José do Tijuco, distrito da cidade de Prata, e depois Vila Platina, se destacaram os professores José Luiz de Sá Gloria (ensinava nas fazendas, pelos idos de 1880), Constâncio Ferraz de Almeida (primeiro a ter escola particular), Padre Ângelo Tardio Bruno (benfeitor da cidade – 1883), Ana Alves da Silva, Theodoro da Silva Guedes (1888), José Antônio Januzzi (italiano), Joaquim Antônio da Silva, Laurindo José de Oliveira, os irmãos Coleto de Paula e Francisco Antônio de Lorena (1904/1905 – Colégio São Luiz), João da Fonseca, Luiz José Borges e outros.

Antes, e mesmo depois do Grupo Escolar Vila Platina, depois Grupo Escolar João Pinheiro, houve escolas particulares importantes na formação de nossas crianças e jovens, que ofereciam a educação continuada, com 1ª a 4ª série, como o Instituto Menino Jesus de Praga, da professora Olegária Ribeiro Chaves, o Colégio Sagrado Coração de Jesus, de Anéria Furtado, a escola das Irmãs Carlota e Aspásia Marquez, das Irmãs Celina e Maria, o Colégio Santo Antônio, do diretor Dr. Pedro Salazar Moscoso da Veiga Pessoa, que tinha o auxílio da esposa Dª Paulina, da filha Maria José e de professor Antônio de Alcântara Lambert. O professor José Ignácio, vindo de Mariana, e sua equipe, implantaram novos métodos didáticos e disciplinares no Grupo Escolar João Pinheiro.

 

Resumo histórico da Escola Estadual João Pinheiro

Colégio Santo Antônio

 

Tobias da Costa Junqueira

O presidente da Câmara Municipal de Vila Platina, Tobias da Costa Junqueira, por meio do bilhete reproduzido e transcrito ao lado, convidava demais membros da associação que cuidou da implantação do Colégio Santo Antônio, que deu origem à Escola Estadual João Pinheiro.

                                         Vila Platina, 6 de fevereiro de 1905

Ilmos. Srs. Domingos José Franco e Aureliano José Franco 

 

Caríssimos Srs.

Tendo de reunir-se no dia 9 do andante, a associação, para deliberar a compra ou edificação da Casa para o Colégio, peço-vos virem no referido dia a fim de dar-se execução do que se tem a fazer.

Desejando-lhes vigorosa saúde, subscrevo-me com estima e consideração.

Desejamos paz e amizade, obrigado

Tobias da Costa Junqueira

Presidente da Câmara Municipal de Vila Platina em 1905

A Escola Estadual João Pinheiro iniciou suas atividades educacionais em 1905, como Colégio Santo Antônio, em regime de internato de meninos e meninas em uma residência na Rua da Matriz, atual Rua 20, em frente o prédio atual.

 

Dados históricos de sua criação

 

O Grupo Escolar de Vila Platina é criado em 22 de dezembro de 1908, pela vontade política do agente executivo (prefeito) Fernando Alexandre Vilela de Andrade e do presidente (Governador) de Minas Gerais, Wenceslau Braz Pereira Gomes.

As poucas escolas particulares da pequena comunidade não comportavam o número maior de crianças m fase escolar, o que levou o prefeito Fernando Alexandre a lutar e conseguir a criação da primeira escola pública, o Grupo Escolar Vila Platina, para oferecer mais vagas, principalmente para as famílias que não podiam pagar pelo estudo dos filhos.

O Grupo Escolar é inaugurado oficialmente em 1910, com a presença de autoridades estaduais e municipais como Cônego Ângelo Tardio Bruno (benfeitor de Ituiutaba), os médicos José Petraglia e Pio Goulart, Joviano Castro, José de Freitas, José Paulino e José Antônio Lisboa. O primeiro diretor foi Benedito Chagas Leite e os primeiros professores: Alzira Alves Vilela, Minervina Cândida de Oliveira, Ana da Silva (Sianinha), Antônio Severino e João Caetano.

Em 1912. Foi promovido e nomeado diretor efetivo, o professor Francisco Antônio de Lorena e composto o quadro de profissionais de quatro professores: José Antônio Torrezão, Minervina Cândida de Oliveira, Alzira Alves Vilela Tavares, Ana da Silva (Sianinha) e o porteiro Gentil Homem Ferraz de Almeida. O professor José Ignácio de Souza assume a direção da escola em 1915, quando implanta novos métodos educacionais e rígida disciplina. O Grupo Escolar passa a ser referência de ensino e muda os hábitos, os costumes e a cultura dos tijucanos, por meio de atividades esportivas. Sociais e culturais da cidade.

 

O novo prédio da escola

 

Na administração do Agente Executivo  João Martins de Andrade, em 1924, foi autorizada a desapropriação de terreno para construção do novo prédio, iniciada no ano seguinte, quando também a área foi cedida ao governo estadual.

Em 1927 o novo prédio foi inaugurado. O Grupo Escolar passou a ser denominado Grupo Escolar João Pinheiro, quando foi transferido para o prédio próprio, no local onde funciona até hoje, se transformando rapidamente em celeiro educacional de Ituiutaba e de Minas Gerais.

Um incêndio ocorrido em 1952 levou o João Pinheiro a funcionar na Casa da Cultura, até a total reforma do prédio.

1954 a 1956 – a diretoria novamente passou a ser representada por uma mulher: Adelina Martins de Andrade Cardoso, que enfrentou sérias dificuldades, pois com o incêndio , todo o seu arquivo foi destruído.

1965 – Zina Macedo assume a direção. De 1968 até meados de 1971, o Grupo Escolar João Pinheiro contou com diretoras interinas na direção.

Em 1972, a professora da instituição, Neiva Marília de Oliveira Laterza, assume a direção efetiva da escola, ficando no cargo até 1989.

 

A escola moderna

 

1984 marca uma grande conquista para a comunidade do João Pinheiro e para toda Ituiutaba: a conquista da extensão de série, que era apenas de 1ª a 4ª, passou a ministrar o ensino de 5ª a 8ª série do ensino fundamental. O Grupo Escolar passa a se chamar Escola Estadual João Pinheiro.

1989, outro fato marca a história do João Pinheiro: Maria Madalena Angelis Alvarez, 1ª diretora eleita pela comunidade escolar, assume a direção da Escola Estadual João Pinheiro, de 14 de junho de 1989 a 29 de outubro de 1991, quando a orientadora da escola, Onilta Magnólia dos Santos, assume a direção.

Em 994, a comunidade escolar, profissionais da educação e pais  indicam como diretora Maria Divina de Menezes, que foi reeleita para um segundo mandato.

 

Reconhecimento da qualidade da escola pública

 

A escola recebe o título de Melhor Administração do Ano em 1998. Em 1999 a escola foi condecorada com Diploma, Mérito Administrativo da Aitmap. A diretora Maria Divina Menezes é reeleita para o terceiro mandato em 2000. Com o reconhecimento público, a escola recebeu o Troféu Escola do Século XX de Minas Gerais, em Belo Horizonte. E também o Troféu da Associação dos Professores Públicos de Minas Gerais (APPMG), e Diploma de Melhor Escola do Século 20 da Aitmap.

Em 2002 e roo3, em virtude da aposentadoria da diretora Maria Divina de Menezes, assume a direção a vice-diretora Maria Madalena Angelis Alvarez.

Em 2004, a comunidade indica o professor Carlos Henrique Araújo Vidigal (Baco) à direção da escola. A partir de então, a escola adota como filosofia: “Espaço para Criar e Inovar”, com uma administração democrática e participativa, apoiada pelo Colegiado Escolar.

Em 2007, a Comunidade Escolar renova a indicação à direção o professor Carlos Henrique Araújo Vidigal (Baco).

 

Fundação do Grupo Escolar Vila Platina Precursor do João Pineiro

 

Dr. Fernando Alexandre

O Grupo Escolar de Vila Platina foi o primeiro do Triângulo. O prédio, na Rua da Matriz, atual Rua 20, entre as avenidas 17 e 19, foi construída pelo sistema de cotas  a partir de 31 de janeiro de 1905, por um grupo de tijucanos.

Os cotistas eram: Tobias da Costa Junqueira, Fernando Viela de Andrade, João Alves de Gouveia, Antônio Joaquim Alves, Joaquim Antônio Alves, Sebastião Joaquim Alves, João Caetano de Novais, José Alves Tavares, Antônio da Costa Junqueira, Aureliano Martins de Andrade (Lica Martins), Antônio Domingos Franco, Francisco Alves Vilela, Aureliano José Franco (Solé), Dr. José Petraglia e outros.

O prédio era amplo com instalações funcionais, com ampla frente com oito janelas e uma porta grande bem no meio, pela qual se chegava a um corredor e às salas de aula. Havia dois pátios para os exercícios físicos, sendo um para os meninos e outro para as meninas.

 

A inauguração

 

Inauguração do Grupo Villa Platina em 1910, na gestão do prefeito Fernando Alexandre

 

O Grupo Escolar de Vila Platina foi oficialmente inaugurado em 1910, durante a gestão do agente executivo, Fernando Alexandre Vilela de Andrade, que realizou uma das mais eficientes administrações da cidade, entre 1908 e 19011, quando entregou obras notáveis para a época, como a primeira canalização de água da cidade, do Parque do Goiabal até a Praça Benedito Valadares (Getúlio Vargas) e a abertura da estrada para Uberlândia.

As autoridades do município discursaram, houve espocar de foguetes, apresentação da Banda de Musica  e a presença de pessoas de destaque na sociedade da época. Participaram o agente executivo Fernando Alexandre Vilela de Andrade, acompanhado do presidente da Câmara Antônio da Costa Junqueira; os vereadores Francisco Alves Vilela e Antônio Domingues Franco (Tonico Franco). O benfeitor da cidade, já de cabelos brancos, Cônego Ângelo Tardio Bruno, o professor Francisco de Lorena, futuro diretor do grupo, os médicos Dr. José Petraglia e Joviano de Castro; os fazendeiros Antônio Severino e João de Caetano;  o coletor Joaquim Antônio da Silva (Taboca), Salatiel, João Antônio Lisboa,, André Mortati, Manoel do Prado, o comerciante e fazendeiro José Furtado, Pio Augusto Goulart Brum, jornalista, farmacêutico, poeta e primeiro presidente da Câmara de vereadores.

Também marcaram presença, Gabriel Garcia, o fazendeiro Vicente Ricardo, o pedreiro Henrique Pereira dos Santos e o carpinteiro José Cirilo de Paula.

A Banda de Musica Lira Congressista , que sempre marcava presença para abrilhantar  as festividades e atos oficiais da Vila, destacou-se de uniforme branco, sob a regência do maestro Coleto de Paula. Com destaque especial fizeram-se presentes, bem trajados a rigor, o diretor Benedito Chagas Leite e as professoras, Alzira Alves Vilela, Minervina Cândida de Oliveira e Ana da Silva (Sianinha).

A sociedade compareceu em peso, com as moças e senhoras muito elegantes, com vestidos longos de mangas compridas, cintura fina, rodados e arrematados com rendas e bordados, de golas altas rentes ao pescoço. Todas de cabelos levantados e arrematados em coque, um penteado em moda na época.

 

Benedito Chagas Leite, na foto com à família, foi o primeiro diretor do Grupo Escolar Villa Platina

 

Professora Alzira Alves Vilela

 

Entre muitos professores que marcaram a história centenária DA Escola Estadual João Pinheiro, merece destaque  a professora Alzira Alves Vilela, pela sua dedicação ao magistério e bondade com os alunos e demais profissionais da escola, e também com a comunidade. Era rígida na missão de ensinar, agia com justiça. Por isso era muito querida e respeitada por todos, especialmente pelos alunos.

Em 1912 já  era professora, tinha 17 anos  quando da inauguração da escola. Durante muitos anos foi diretora substituta do professor Lorena, até a posse do professor José Ignácio de Souza, em 1915. Era filha do primeiro agente executivo, capitão Augusto Alves Vilela e de dona Carlota Maria Vilela. Casou-se em 1911, com Manoel Tavares da Silva Jr., filho do fazendeiro e comerciante Manoel Tavares da Silva, vereador da primeira legislatura. Morreu em 31 de outubro de 1925, com 32 anos, deixando o filho Cesário Alves Tavares.

O agente executivo (prefeito) a época, João Martins de Andrade, escreveu carta em 5 de novembro daquele ano a seu filho João, que estudava em Campanha, para informar da morte da professora tão querida, que havia se dedicado na formação de centenas de estudantes. O teor da carta exprime toda comoção que tomou conta de todos.

     “Dou-te a triste notícia do falecimento de dona Alzira Vilela... Foi muito sentida a morte dela, pois sabes o quanto ela era querida deste povo. O enterramento concorridíssimo como nunca se viu aqui. Tivemos uma perda irreparável. No cemitério, a cena foi tristíssima, toda a gente estava verdadeiramente chocada, e a criançada do Grupo em prantos, que comovia”...

 

O professor e diretor José Ignácio

 

O professor José Ignácio chega à Vila Platina em 1915, para assumir a direção do Grupo Escolar. Ele veio com a família de Mariana, onde tinha sido diretor do Grupo Escolar Dr. Gomes Freira. Em seguida, pela falta de professores da cidade, o professor José Ignácio foi a Mariana para trazer novos professores que pudessem ajuda-lo. E de lá vieram Jorge Marques (futuro autor do Hino a Ituiutaba), sua esposa Mariquita e suas irmãs Ester e Mariinha, a mais nova, com 18 anos. Chegaram em abril de 1920 e regressaram a Mariana, no final de 1921, terminando o compromisso de aqui permanecer.

 

Severo e inesquecível professor

 

O professor José Ignácio marcou a história do ensino público e particular de Ituiutaba. Antes, as sucessivas mudanças de direção prejudicavam o planejamento da educação, pela variação constante dos métodos educacionais. O professor e diretor (mestre e diretor ao mesmo tempo) mudou para melhor o ensino, pelo seu vasto conhecimento mostrado na sala de aula e pela capacidade administrativa e organização indispensável a um estabelecimento de ensino.

Os relatos mais antigos, que foram seus alunos, são de admiração pelo muito que aprenderam-, e de respeito, já que era um disciplinador com métodos que impunham certo medo para muitos de seus alunos. O uso de régua e o puxão de orelhas puniam os mais peraltas. Dizem que tinha o hábito de fazer levitar, pegando pela orelha quem se comportava mal. Certamente, para amenizar o suplício, o aluno ficava na ponta dos pés, numa tentativa de fazer mais leve o corpo.

Sobravam ainda as repreensões verbas e outros castigos para os que não aprendiam direito a lição. Usa a expressão “de pesar morreu um burro”, para advertir o aluno que dava reposta errada à pergunta do mestre.

À figura corpulenta, cabelos grisalhos cortados baixo e bigode cerrado, somavam-se uma voz poderosa e reações assustadoras, como o de arrancar fios do próprio bigode, quando se irritava, e ameaçar tudo e todos. Não é para menos que os alunos ficassem assustados.

 

O professor de civismo

 

Vindo de Mariana, cidade mineira histórica e antiga capital das Gerais, o professor José Ignácio, por isso só despertava a atenção dos alunos quando a disciplina era a História Mineira, especialmente quando discorria sobre a Inconfidência Mineira. Além de despertar  o patriotismo em face do domínio português no Brasil colonial , atiçava a revolta dos meninos com detalhes das punições impostas a Tiradentes e seus seguidores, não sem antes se deter nas toneladas de ouro que a coroa portuguesa, a título de impostos, arrebatava do povo mineiro, um dos motivos da revolta. Depois o seu corpo foi esquartejado e as partes deixada ao ar livre  pelos caminhos de Vila Rica, como exemplo a quem intentasse contra Portugal.

Nestas lições de história , igual força narrativa e rica em detalhes usava o mestre José Ignácio para transmitir aos alunos a punição a Filipe dos Santos, que era português , e foi precursor de Tiradentes na luta contra o domínio colonizador. A punição a este foi o enforcamento com a morte no garrote vil, argola de ferro que apertava o pescoço . Posteriormente , o corpo dilacerado, com pernas e braços amarrados a parelhas de fortes cavalos, espantados a correr em direções opostas. Isto na mesma Vila Rica.

Outro recurso utilizado pelo professor José Ignácio para despertar o civismo eram as aulas sobre personagens da História do Brasil, como Duque de Caxias (Patrono do Exército Brasileiro), o general Câmara que derrotou Lopes  na guerra do Paraguaia, os imperadores D. Pedro I e D. Pedro II. Ainda, para a comemoração das datas cívicas, ensinava a meninada na varanda do Grupo Escolar, no canto do Hino Nacional, da Independência, da Bandeira, da República e da Canção do Soldado.

 

Contribuição à cultura local

 

A vinda do professor José Ignácio e dos seus amigos de Mariana repercutiu não somente na vida escolar da cidade. Jorge Marques e seus irmãos eram músicos. O diretor do Grupo Escolar incentivava as manifestações artísticas, promovendo a formação de grupos de alunos que se apresentavam nas festividades locais, em números musicais e peças teatrais.

Fez sucesso a “Revista Ituiutaba”, musical apresentado no barracão do cinema Santo Antônio, no final de 1921. O espetáculo foi escrito e musicado por Jorge Marques e interpretado por professores e alunos do Grupo Escolar e do Instituto Propedêutico Ituiutabano, escola particular do professor José Ignácio.

 

A turma do professor José Ignácio de 1921

 

O diretor era também professor das quartas turmas do Grupo Escolar, a quem incentivava a continuidade dos estudos, depois de concluído o antigo curso primário, que era de 1ª a 4ª série.

Em 1921, o quarto ano primário era formado por turma de 16 alunos, entre meninos e meninas. Passados quase um século , seus nomes fazem parte da história da centenária escola. Em suas vidas praticaram as lições  aprendidas no Grupo Escolar, nas atividades que desempenharam e certamente na formção de suas famílias, com seus descendentes  entre nós, espalhando a aura do João pinheiro. Alunos da 4ª série do João Pinheiro-1921:

José Soares  Jr e Julião Campos do Amaral (futuros bacharéis) nos primeiros lugares; Guilhermina Tavares Martins, a Fia, irmã do Valico, e Maria José, Antônio Barbosa, Joaquim Martins Parreira (Nico Parreira), Elpídio Martins de Carvalho, Hélio Chaves e Omar Diniz (bacharéis) ; João Petraglia ( futuro escrivão do crime, delegado de polícia, juiz de paz, contador e fazendeiro); João Garcia Filho, Messias Cinquini, Pedro de Freitas Barros (futuro coletor estadual; Tostoi Cardoso, Garibaldi de Oliveira Diniz e Petrônio Rodrigues Chaves (médico).

 

Brincadeiras dos tempos do João Pinheiro

 

Geralmente nas comemorações das datas cívicas, os João Pinheiros, para distrair a plateia, mostravam suas habilidade no pau-de-sebo e quebra-pote (quebra cabaça) e   outras brincadeiras, na praça do jardim público. No recreio do Grupo Escolar, as correrias do pique, repreendidas sem muito efeito, e as disputas pela bola-de-meia.

Na rua ou no quintal de casa, a garotada se divertia no jogo de bete, bilocas, pula carniça, peladas com bola-de-meia e pique. Com frequência , nos meses de calor às escondidas, outra diversão eram os banhos no córrego São José, Pirapitinga e do Carmo.

 

O Batalhão do Cabo Firmino

 

 

O Grupo Escolar manteve por algum tempo o Batalhão do Cabo Firmino, que utilizava o pátio masculino para comandar os exercícios de ordem unida, depois da aula. Os alunos mais adiantados formavam o batalhão, com uniforme azul e branco, bonezinho na cabeça, os graduados “anspeçadas” (posto entre o soldado e o 1º cabo), cabos e sargentos, com divisas na manga esquerda do uniforme. As “armas” eram espadas, para os de maior patente, e espingarda, ambas de madeira feitas por um carapina da cidade.

O Batalhão contribuiu para aperfeiçoar ainda mais a disciplina exigida e praticada no Grupo Escolar, e como atividade sadia para a meninada daqueles tempos, sem muitas opções de brincadeira. Os combates, simulados nos campos arredores da cidade, era outra atividade “militar”.

Os meninos se apresentavam nas festividades locais e desfilavam nas datas comemorativas, com uniforme de blusa azul, calça branca, chapéu branco e botina mateira.

Nas comemorações do cinquentenário de Ituiutaba, em 16 de setembro de 1951, o ex-cabo Antônio Firmino de Barros, já funcionário público estadual em Goiatuba/GO comandou pela primeira vez seu Batalhão. A convite de alguns soldados veio a Ituiutaba para o desfile. Participaram Dr. José Soares, Pedro de Freitas Barros, João Petraglia, Tostoi Cardoso e Petrônio Chaves.

 

Notícia da Folha de Ituiutaba, edição do dia 1º de janeiro de 1944

 

 

Ecos da formatura dos alunos do Grupo Escolar João Pinheiro. Foi Paraninfo o Dr. Ciro Franco, promotor de justiça.

Foi bem numerosa a turma da 4ª série do Grupo João Pinheiro, classe à dedicada professora dona Maria Morais, e que terminou o curso no ano próximo passado.

Os diplomados do estabelecimento dirigido pela ilustre educadora dona Silvia Marins de Andrade, comemorando  o acontecimento, organizaram interessante festa no salão nobre da conceituada casa de ensino oficial, tendo-se procedido a solene entrega de diplomas, após falaram o aluno Tufi, orador da turma, e o Dr. Ciro Franco, paraninfo.

Seguiram-se números arte que provocaram francos aplausos dos presentes. São do paraninfo as palavras que se seguem e com as quais terminou sua oração:

“Jovens diplomados”:

Hoje é um dia de gala para todos vós. Aqui estão os vossos pais que um dia os trouxeram e hoje vêm buscar. Quando vos confiaram às vossas mestras , quase todos, com as mãozinhas inexperientes feriam com lápis e a pena os papeis que são instrumentos de cultura e, exercitando as primeiras letras, ligando sílabas, corriam vagarosamente os olhos sobre o livro. Ides voltar mais aptos, com a inteligência desenvolvida, com capacidade maior para prosseguirdes nos estudos.

De uma verdade estejais certos: adquirindo maior experiência, ampliando discernimento, agora podereis ser úteis à vossa família e à vossa terra. E porque assim é, já não ignorais que o Brasil se enriqueceu também com o vosso esforço, pois lutando pelo vosso progresso, estudando e amando os livros, no vosso espírito não faltou um lugar para o amor à Pátria que solenizastes em várias cerimônias, e que já tem lugar de honra reservado à infância e a juventude, graças a alta sabedoria do cidadão que dirige os destinos da nacionalidade brasileira, autor de uma obra que nos apresente se confirma e no futuro se há de melhor reconhecer.

 

Petrônio Rodrigues Chaves

Petrônio Rodrigues Chaves

 

Nasceu em Campina Verde, antigo Campo Belo do Prata. Em 15 de maio de 1910. Mudou-se com a família para Ituiutaba em 1918. Estudou no Grupo Escolar João Pinheiro a parir do 3º ano primário. De 1922 a 1927 estudou no Ginásio Diocesano dos Irmãos Maristas de Uberaba.

De 1928 a 1933 cursou a Faculdade de Medicina da Praia Vermelha, no Rio de Janeiro. Ainda fez, no último ano de medicina, o primeiro ano de direito além de cursar O Instituto Católico de Estudos Superiores.

retornou para Ituiutaba em janeiro de 1934, quando abriu seu consultório de pediatria onde trabalharia por 30 asnos consecutivos. Em 1935 casou-se com Aída Martins de Andrade, com quem teve os filhos Pedro Neto Rodrigues Chaves, Alci Andrade Chaves, Petrônio Andrade Chaves, Aloisio Andrade Chaves e Eloisa.

Criou o grêmio literário “Grupo Meia-Dúzia”, em 1934, mantidos nos anos de 35 e 36, editou o “Sertão” e “Cidade de Ituiutaba”, com a cooperação de Waltruídes Teodoro Novais, da vizinha cidade de Prata, onde o jornal era impresso. Sempre colaborou com os jornais “O Diário de Belo Horizonte”, “Folha da Manhã”, de São Paulo, “Lavoura e Comércio”, de Uberaba, “A Semana”, de Barretos/SP, “A Cidade de Prata” e “A Notícia”, divulgando as riquezas é potencialidades de Ituiutaba.

Em 1936 e 1937 manteve uma escola pioneira na alfabetização de adultos, com ensino gratuito pela sua preocupação com analfabetismo, era a “Escola do Laurindo”, em homenagem ao antigo professor primário.

Participou ativamente da vida social, literária e política de Ituiutaba durante 50 anos. Elegeu-se vereador pelo partido Social Democrático (PSD) e presidiu a Câmara de 1950 a 1953, durante as quatro legislaturas consecutivas.

Presidiu a Associação Comercial, Industrial e Agropecuária de Ituiutaba (ACIAPI) duas vezes. Representou a cidade em diversos congressos de pecuária e participou da 1ª Conferência Nacional das Classes Produtoras, em Teresópolis, em maio de 1945.

Foi fundador e primeiro presidente do Aeroclube de Ituiutaba (1939), e depois o quinto presidente (1945). Participou da fundação e foi o primeiro presidente do Lions Clube de Ituiutaba, 1960 e 1961.

Fundou o distrito de Chaveslândia, no município de Santa Vitória, e em Ituiutaba o Bairro Satélite Andradina, para homenagear a tradicional família Martins Andrade.

Foi professor de Geografia e História, Higiene e Puericultura no Instituto Marden, do professor Álvaro Brandão de Andrade. Com a professora Divina Camargo Machado, apresentou programas educacionais na Rádio Platina.

Na atividade médica, sempre é como Hipócrates a norteá-lo exercício da profissão, dedicava especial atenção aos carentes numa época que não havia instituto de assistência médica gratuita.

Por problemas de saúde encerrou suas atividades médicas e passou a se dedicar a pecuária, quando realizou proveitoso programa de seleção de gado nelore, introduzindo a inseminação artificial e métodos da zootecnia. Dr. Petrônio Rodrigues Chaves faleceu em 1985.

 

Jubileu de Diamante da Escola Estadual João Pinheiro

 

 

 

João Petraglia, em crônica publicada no Jornal Cidade de Ituiutaba, em 22 de dezembro de 1983, reproduzida a seguir a seguir-como não poderia deixar de ser pelo jornalista e historiador que era-descreve em detalhes o momento da inauguração do Grupo Escolar que viria a ser a Escola Estadual João Pinheiro. Pela descrição à custa de pesquisa e de documentos e de relatos dos moradores mais antigos, pois João Petraglia nascera em 1907, fica a certeza de que o momento era realmente histórico- o que está comprovado pelo tempo. Toda pequena cidade se mobilizou para a inauguração, com seu momento solene, de discursos, de entretenimento, com a apresentação de banda e espocar de foguetes. A crônica foi motivada pelos 75 anos da “Escola João Pinheiro” (Bodas de Diamante). O autor, cronologicamente, cita com os primeiros professores e diretores, lembra o incêndio e suas consequências e, finalmente, exalta a escola formadora de profissionais e homens para a cidade e o país. Por fim, humidade, parabeniza a escola onde estudou pelos 75 anos, não se dando conta que já era parte da Escola Estadual João Pinheiro, agora centenária.

 

João Petraglia

 

“Há setenta e cinco anos, foi solenemente inaugurado, na então Vila Platina, o estabelecimento de ensino “Grupo Escolar Vila Platina”, posteriormente denominado “Escola Estadual João Pinheiro”, à Rua 20 com Av. 17.

À polução rejubilou-se com essa inauguração, porque de há muito se fazia necessária uma escola publica para atender ao número elevado de crianças em idade escolar, sendo insuficientes as escolas particulares existentes.

Essa escola veio, portanto, preencher uma grande lacuna no meio estudantil, satisfazendo plenamente a uma justa e antiga aspiração do povo tijucano.

Mas- diga-se de passagem- o prédio foi construído municipalidade, mediante a contribuição em dinheiro de um grande número de homem de posse. O Estado, por certo, não pode fazer esta construção ficando a cargo do município essa providência para que pudesse funcionar a escola.

A inauguração ocorreu no dia de Tiradentes-21 de abril de 1908, na gestão do Agente Executivo, Fernando Alexandre Vilela de Andrade, com a presença do saudoso Cônego Ângelo Tardio Bruno, vigário da Paróquia, das autoridades, chefes políticos, vereadores e demais pessoas gradas e do corpo docente composto pelo diretor Benedito das Chagas Leite e das professoras Minervina, Alzira Tavares e Sinhaninha, e do corpo discente em número uns cem alunos, brilhando como sempre a Banda de Música “Lira Congressista”.

Para se ter uma visão desta verdadeira festa cívica só se vendo uma foto tirada nessa ocasião, o qual se acha em meu poder, deixando de publicá-la por não prestar clichê, mas passo a descrevê-la: aparece o edifício vasto e amplo com o nome em letras garrafais Grupo Escolar Vila Plattina, um palanque no qual ficaram os srs. agentes executivos e demais autoridades, vereadores e pessoas gradas; em baixo, no centro, o Cônego Ângelo, ladeado pelo Cel. Antônio Severino da silva, João Caetano e alunos; em primeiro plano os médicos drs. José Petraglia e Joviano de Castro, os farmacêuticos Pio Goulart Brum e José Furtado, os fazendeiros Salatiel e José Paulino, comerciante José Antônio Lisboa e demais fazendeiros e lavoristas; ao lado, o diretor Benedito das Chagas Leite e as professoras Dona Alzira Tavares, Minervina e Sinhaninha; aos fundos, a banda de música e um grande número de assistentes, encostado à parede, um repórter do jornal “Gazeta de Notícia” de Uberaba.

Ao primeiro diretor sucedeu o saudoso professor Francisco Antônio de Lorena, mais tarde afastado do cargo por motivo de doença, ficando fechado o estabelecimento até que, em princípios de 1919, assumiu as funções de diretor o Sr. José Ignácio de Souza, vindo de sua terra Mariana/MG, de onde veio posteriormente o maestro Jorge Marques, acompanhado de sua família e de suas irmãs professoras Ester e Mariinha, as quais lecionaram por algum tempo no Grupo Escolar, prestando bons assinalados serviços, no memento em que havia grande falta de professor, depois destas, vieram de Grão-Mogol três professoras que lecionaram em período curto à sua terra.

Uma vez foi o atual edifício da Escola Estadual João Pinheiro incendiado, quando se achava em ruínas, sendo depois radicalmente reconstruído, com uma vasta área construída, confortável e pátios amplos.

É, porém, lamentável a destruição do arquivo, ficando hoje a diretoria em serias dificuldades para informar sobre ocorrências importantes, como por exemplo, das diretoras que funcionaram na escola, e dos alunos diplomados no curso primário, no período anterior a esse incêndio.

Por esse estabelecimento de ensino passaram milhares de alunos que hoje, na sociedade, só tem palavras de gratidão e de elogios às diretoras e aos professorados pelos bons e sólidos conhecimentos adquiridos.

A atual diretora e Exma. Sra. Dona Neiva Marila Leite de Oliveira Laterza enviada esforços no sentido de comemorar condignamente o Jubileu de Diamante da Escola Estadual “João Pinheiro”, uma data tão cara a todos nós, ituiutabanos, que não poderia ficar despercebida”. Parabéns!

 

João Petraglia

 

O cronista e historiador João Petraglia nasceu em 20 de março de 1907 e é filho do primeiro médico de Ituiutaba, Dr. José Petraglia, natural da Itália e de Emerenciana Conceição Petraglia. Portanto, os petraglias foram uma das primeiras famílias italianas a residirem em Ituiutaba.

Iniciou seus estudos em Ituiutaba depois foi para o Colégio Salesiano, em Lavrinhas/SP. Estudou também no Liceu de Artes e Ofícios do Sagrado Coração de Jesus, no Bairro Campos Elíseos/SP.

Em 1925, João Petraglia regressou a Ituiutaba e foi o primeiro datilógrafo, durante vários anos, no Fórum, como Escrivão do Crime, Escrevente Juramentado no Cartório do Segundo Ofício.

Em 1944, fundou em Ituiutaba o Jornal “Folha da Semana”, que mais tarde, foi transferido Ercílio Domingues da Silva e Eurípedes de Freitas.

Em 1945, exerceu a função de juiz de paz, na gestão do prefeito Jaime Veloso Weinberg; em 1946 ocupou o cargo de delegado de polícia.

Durante vários anos João Petraglia foi produtor rural, proprietário da fazenda Córrego Fundo Por mais de 50 anos escreveu artigos, crônicas e notas para os jornais e revista de Ituiutaba. Excelente historiador foi considerado “Arquivo Vivo de Ituiutaba”.

João Petraglia residiu em Ituiutaba, na Rua 22, nº 922, onde funcionou mais de 40 anos, seu escritório comercial de serviço e datilografia em geral, contratos, recibos, documentos comerciais e jurídicos, exercendo uma verdadeira advocacia administrativa. Foi diretor da Escola de Datilografia Remington . onde várias gerações de ituiutabanos aprenderam a arte de escrever a maquina.

 

“Meu Grupo Escolar João Pinheiro”

 

Odilon Machado e sua esposa Divina Camargos de Morais

Quando foi homenageado pela direção da Escola Estadual João Pinheiro, nas comemorações dos 75 anos da instituição, em 1983, o farmacêutico Sr. Odilon Machado de Morais, representando os primeiros alunos, falou aos presentes à ocasião.

Preferiu lembrar mais o sentimento, a maneira como aprendeu uma lição escolar, do que fazer do que fazer um apanhado histórico da escola. Sensibilizou porque deixou bem claro e vivo o que representava na sua v ida a escola onde foi matriculado em 1922, no primeiro ano primário, permanecendo ali até a conclusão do quarto ano em 1926.

Odilon, em dado momento de sua fala, chamou a escola de “Meu Grupo Escolar João pinheiro”, demonstrando assim todo amor que nutria pela escola e externando toda saudade dos tempos de menino- aluno, pois que disse recordar-se do vozeiro da meninada e do sino chamando para aula. A forte ligação entre Odilon e o João Pinheiro explica-se, em parte, morou toda vida em frente a escola.

O homenageado exaltou a importância da escola para formação educacional e social para milhares de pessoas, resultado da dedicação também reconhecida dos professores, funcionários e diretores do João pinheiro. A seguir, a reprodução do texto escrito e lido por Odilon Machado, em 15 de setembro de 1983.

“O convite a mim endereçado pela diretora da Escola Estadual João Pinheiro”, senhora Neiva Marila de Oliveira Leite Laterza, para representar nesta solenidade, o aluno mais antigo deste estabelecimento de ensino, sensibilizou-me profundamente.

Este Grupo Escolar criado pelo decreto 2.327 de 22 de dezembro de 1906, denominou-se “Vila Platina” foi instalado da administração do então agente executivo, Dr. Alexandre Vilela de Andrade, figura de destaque na galeria dos homenageados ilustres de Ituiutaba.

Mais tarde foi dado ao “Vila Platina” o nome de Sr. Odilon Machado de Morais e sua esposa Divina Camargo Machado. Grupo Escolar “João Pinheiro”, em homenagem ao estadista mineiro.

Jamais eu poderia admitir que o menino Odilon, que aqui chegou aqui em 1922, teria sua vida tão ligada a este Grupo e que seria testemunha da sua gloriosa  trajetória nestes 61 anos. Digo testemunha, pois, em 1922, matriculei-me no primeiro ano primário no referido estabelecimento de ensino, cursando os quatro anos de currículo, recebendo o diploma de encerramento do curso primário em 1926. Era diretor nesta época, o professor José Ignácio de Souza, figura marcante no magistério mineiro, pela sua vasta cultura e ampla visão pedagógica e humanística.

José Ignácio concitava aos seus alunos a seguirem seus estudos, após o término do curso primário.

Seguindo sua orientação, moços da nossa terra, como José Soares Junior, Pedro de Freitas Barros, Cícero de Barros, Napoleão Faissol, Reinaldo Bertoni, Salim Féres, Cesário Alves Tavares e muitos outros fizeram seus cursos médios e superiores em Ouro Preto, São Paulo, Juiz de Fora, Ubá e Uberaba, tornando-se homem de destaque na sociedade local.

Na posso deixar de citar, “e o faço com respeito e emoção” o nome de minha professora Alzira Alves Tavares, educadora emérita, enérgica, intransigente. Naquele tempo ainda se aplicava castigo corporal ao aluno, pouco aplicado. Não me esqueço das reguadas e puxões de orelha que recebi, por não aprender a conta de diminuir.

Aquele “negócio de pedir emprestado ao vizinho não entrava em minha cabeça”. Dona Alzira, zelosa levava-me à sua casa a noite, explicava-me pacientemente e com poucas lições aprendi, pois, em sua casa era tratado com carinho e amizade e não tinha receio do castigo.

Lembro-me referindo-se a mim: ”O Odilon aprendeu a conta de diminuir” e, rindo, afirmou: “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”. Em compensação eu gostava muito de Geografia e História, sendo o primeiro da classe nestas matérias.

Estas e outras recordações comoventes povoam o meu espírito envolvendo-o em suaves lembranças. Quando cursávamos o terceiro ano, fomos colhidos pelo infausto acontecimento da nossa mestra dona Alzira. Sentimos um vazio que perdurou por muito tempo no decorrer da nossa vida! Dona Alzira era a mãe do nosso amigo Cesário Alves Tavares, cidadão probo, exemplar chefe de família.

Quando foi introduzido o escotismo no Brasil houve uma grande expansão do mesmo e o nosso João Pinheiro recebeu com entusiasmo essa doutrina cívica e, em breve estávamos, menino e meninas de uniforme de brim caqui e lenço verde ao pescoço, desfilando garbosamente pelas poeirentas ruas de Ituiutaba, entoando os hinos nacional, da liberdade e o da canção do soldado.

Em 1927 o Grupo foi transferido pra o seu prédio, este mesmo que até hoje o abriga. O antigo não pertencia ao Estado, cidadãos ituiutabanos, amantes do progresso e da instrução o construíram, cedendo-o ao Estado para seu uso provisório. Este prédio antigo ficava defronte ao atual.

Por coincidência, fui eu o demolidor do mesmo, pois, o meu saudoso pai, Joaquim Machado de Morais, comprou o dito prédio, em 1931, passamos a residir nele, até que, em 1950, eu o demoli de vez, construindo na área a minha residência definitiva.

Acompanho com interesse e amor, diuturnamente, as atividades deste Grupo Escolar e posso afirmar que é o responsável pela implantação do ensino primário em Ituiutaba. Por este estabelecimento modelar tem passado de gerações em gerações da nossa terra, delineando futuras professoras, extraordinárias no seu sacrifício e no seu ideal de elevar e cultivar o ensino que é padrão.                                                 

Nesta caminhada de 75 anos, só pôde sobreviver, sobranceiramente, aquele que, recuando no tempo verificou que sua vida foi de realizações positivas, podendo afirmar, em fim, que cumpriu com seu dever, foi utilíssimo à comunidade, incutiu no jovem “o homem de amanhã” os princípios que irão nortear seus passos, já que recebeu, na forja do saber, os ensinamentos que consolidam a base de uma nação: Deus, Pátria e Família. Mas para e chegar ao topo desta caminhada foi necessário subir 55 degraus, um a um, degraus estes cheios de anseios, apreensões, renúncias e, consequentemente, de glórias.

                                                                                                              

Superintendente Neidson Rodrues participou  das comemorações do Jubileu de Diamante da Escola João Pinheiro

 

Vitorioso este Grupo teve sempre a felicidade de encontrar verdadeiras mestras, em cujos corações palpita o civismo da mulher mineira.

Você, Neiva, filha de Epaminondas e de Maria Divina, casal de nobreza ímpar, que enfrentando com arrojo o trabalho árduo, as dificuldades naturais dos verdadeiros chefes de família formou seus quatro filhos, dando-lhes diploma de direito, odontologia, engenharia e magistério, que está, cada um exercendo as suas atividades, servindo a comunidade tijucana.

Você, Neiva, minha filha por adoção afetiva, menina e moça que tive o prazer de conduzir muitas vezes em companhia de minhas filhas Marilena e Marluce ao colégio Santa Marcelina em São Paulo, onde estudavam, você soube guardar e transmitir os sábios ensinamentos que as Marcelinas depositaram em sua alma. Você não é a diretora temida, pois, você dirige este estabelecimento de ensino como se fora seu próprio lar, a sua própria família; com serenidade, amor, equilíbrio, transmitindo um clima de paz entre professores, pais e alunos.

Na sua pessoa, saúdo os diretores, professores e funcionários que deram tudo de sim e que, com mãos firmes no leme, levaram esta nau de 75 anos ao um Porto Seguro.

Meu Grupo Escolar João Pinheiro: vejo-o no antigo casarão, ouço o sino tocando nos chamando às aulas, ouço o vozeiro dos colegas no velho pátio a bola de meia, num arremedo do futebol... Veja a servente Petronilha de classe em classe, avisando os professores nas mudanças de horários. Em fim, continuo vendo e ouvindo você, comprimindo o seu glorioso destino de forjar homens para este Brasil querido, Brasil de Henrique Dias, de Camarão, de Tiradentes, Felipe dos santos, de Pedro I, de Pedro II, de Caxias , Osório, de Rio Branco e Floriano Peixoto, de João Figueiredo e de Jucelino Kubistschek.

Peço-lhe desculpas por ter-me alongado tanto, mas é um velho de 70 anos a relembrar, eu que vivo, vibro e participo de todas as coisas boas de nossa terra.

E você, Grupo Escolar João Pinheiro, é um pedaço de meu ser... Que Deus, na sua infinita bondade, o proteja sempre.

Peço a minha senhora, Divina, para oferecer à diretora Neiva uma lembrança nossa.

Obrigado”!

 

Coluna K Entre Nós

Manoel Tibúrcio - 1983

 

A crônica do jornalista e advogado Manoel Tibúrcio Nogueira, publicada no dia 22 de dezembro de 1983, traz no trecho reproduzido aqui, um capítulo a mais da centenária escola.

Assim como foram extremos os esforços das autoridades locais, especialmente do agente executivo Fernando Alexandre Vilela de Andrade, para a criação do Grupo Escolar, foi preciso muita determinação para contornar a ameaça de fechamento definitivo do Grupo, praticamente dois anos depois de instalado.

Outra lembrança reavivada pelo artigo é a escola generosa, pois o João Pinheiro foi o berço de outros estabelecimento de ensino criados em Ituiutaba, até que tivesse seus prédios próprios. Dr. Manoel ressalta ainda a importância da escola, pela sua resistência ante as dificuldades em servir.

“O primeiro Grupo Escolar da rede oficial de ensino, no Triângulo Mineiro, foi criado em Ituiutaba. Foi criado por decreto do presidente do Estado de Minas Gerais, datado de 22 de dezembro de 1908. Dita escola, por conseguinte, completa, no dia de hoje 75 anos de existência.

Quando foi criada, se chamava “Grupo Escola de Vila Platina”.

Àquele tempo, era agente executivo do município de Vila Platina o notável homem público Fernando Alexandre Vilela de Andrade.

O Estado criou o Grupo Escolar, pelo já mencionado decreto de 122 de dezembro de 1908, que trazia o número 2325 dotando-o de quadro de quatro professores e um porteiro. Não estalaria, contudo, senão depois de a comunidade platinense ultimar o prédio respectivo.

Havia sido construído, na cidade, um prédio escolar, destinado a abrigar o Colégio Santo Antônio. Tobias da Costa Junqueira e outros companheiros eram os proprietários.

Vendo criado o Grupo Escolar sem possiblidade de instalação, por falta de prédio, o Dr. Fernando Alexandre diligenciou junto aos proprietários do Colégio Santo Antônio, apelando para a generosidade e espírito comunitário e culminando por pedir o prédio para funcionar a primeira escola primária pública (do Estado de Minas) no Triângulo Mineiro.

O prédio foi doado. Foi passada a escritura, com registro e tudo, apenas condicionado, no instrumento lavrado, que “a dação duraria enquanto existisse e funcionasse o Grupo”.

Significava isso de ver dizer que, em coso de paralização das atividades ou extinção da escola, o prédio doado seria revertido aos doadores.

Dois anos depois de criado, e instalado, o Grupo Escolar Villa Platina- primeira escola estadual do Triângulo Mineiro- teve sua atividade suspensas por prazo indeterminado, ao fundamento de que cessara a frequência escolar. Os professores foram colocados em disponibilidade.

Mais uma vez se fez valer a grande autoridade do Dr. Fernando Alexandre Vilela de Andrade. Sem mais tardar encaminhou criterioso ofício ao então Secretário do Interior, Dr. Delfim Moreira, no qual protestava contra suspensão das atividade na escola.

 

 

Segundo apontamentos do estudioso Dr. Hélio Benício de Paiva, o ofício do Dr. Fernando Alexandre tinha entre outros, o seguintes dizeres:

“A suspensão, Exmo. Sr. Do Grupo Escolar foi injusta, por quanto a falta de frequência legal nos últimos três meses, foi a devida epidemia de varicela ou varíola que se propagou entre o povo do município, com o abandona da lavoura e retardo dos negócios. Ao demais, a suspensão do Grupo Escolar traria também grandes prejuízos ao estado, por enquanto tendo a escritura do prédio condicional, enquanto existisse e funcionasse o Grupo, voltaria a posse do prédio aos particulares e a esta Câmara”.

O ato do Governo suspendendo as atividades do Grupo Escolar de Villa Platina por tempo indeterminado foi revogado. O estabelecimento de educação continuou funcionando, servindo à comunidade, com galhardia, como continua até hoje.

O primeiro diretor daquela escola foi o professor Benedito Chagas Leite.

O Dr. Fernando Alexandre não permitiu que fosse fechada, tomando providências enérgicas, como era de seu espírito, junto ao governo do estado esses fatos, ao lado de tantas outras virtudes e vantagens daquela escola, então dizer que o “João Pinheiro” deverá ser sempre merecedor da atenção especial não somente de Ituiutaba inteira, mas de Minas Gerais, por sua autoridades.

Algum tempo depois, quando Villa Platina já ostentava as promessas de desenvolvimento da Ituiutaba moderna dos nossos dias, o primeiro Grupo Escolar oficial da rede estadual, do Triângulo Mineiro, passou a chamar-se João Pinheiro”.

Desde quando meus olhos podem contemplar a Ituiutaba querida, que possui um espaço definitivo em meu coração, conheço o Grupo Escolar “João Pinheiro” instalado no imponente prédio da confluência da Rua 20 com Av. 17. Estudei lá. O “João Pinheiro” abria suas portas a outras escolas. Do mesmo modo que o Colégio “Santo Antônio” cedeu seu edifício ao “João Pinheiro” (quando criado com outro nome), também este serviu ao Grupo Escolar Mascarenhas à Escola Noturna “Machado de Assis”, do município que eu tenho conhecimento.

Convém rememorar a história da escola. O Dr. Fernando Alexandre não permitiu que fosse fechada, tomando providências enérgicas, como era de seu espírito, junto ao governo do estado. Esses fatos, ao lado de tantas outras virtudes e vantagens daquela escola, estão da dizer que o “João Pinheiro” deverá ser sempre merecedor da a atenção especial não somente de Ituiutaba inteira, mas de Minas Gerais, por suas autoridades.

K Entre Nós

Afinal, trata-se de primeiro Grupo Escolar oficial do Triângulo Mineiro. E está completando hoje, 22 de dezembro de 1983, 75 anos de bons serviços”.

 

 Comentário

 

Não podia faltar na Revista 100 anos da Escola João Pinheiro a participação do advogado historiador de Ituiutaba, Hélio Benício de Paiva. Mesmo que nada escrevesse, estaria participando  mesmo assim, porque é fonte da história de Ituiutaba e região para quem pretende trilhar pela fidelidade e correção ao escrever ou pesquisar.

Convidado a colaborar com esta publicação, já no primeiro contato citou de memória fatos importantes e aspectos longínquos no passado no passado da Escola Estadual João Pinheiro.

Não lhe foi determinado nenhum tema específico, na certeza que brindaria a todos com algum escrito inédito e surpreendente, relacionado à Escola Estadual João Pinheiro.

Dr. Hélio Benicio de Paiva, natural de Prata, por amor a Ituiutaba, não perde uma oportunidade de dizer que aqui chegou em 1940. A seguir, um texto sobre o Estadista Mineiro que empresta o nome à nossa centenária escola.

 

Centenário de morte do Presidente e Estadista João Pinheiro da Silva

 

Ao centro, João Pinheiro da Silva, em 1906 em Caete

 

Hélio Benício de Paiva

Dentre as figuras de pró-homens das Gerais, os biógrafos, em consenso, sobressaem a personalidade convicta de republicano de João Pinheiro da Silva, por existência austera e retilínea, empreendedora e realizadora de um ideal de bem servir e zela pelo interesse público.

De família profundamente pobre, revelou-se, desde criança, inteligente, organizado, constante em ser não o que era, mas o que resolvera ser.

Filho de uma mineira de Caeté, Carolina Augusta de Moraes Pinto, e de um imigrante italiano Giusepe Pignataro, que, por conta própria, passou a s chamar José Pinheiro da Silva, nasceu, em 16 de dezembro de 1860, na tradicional e histórica cidade do Serro. Foi um homem de luta e vencedor. Em menino, foi sacristão e, mais tarde, para garantir os estudos, exerceu o jornalismo, empregado de laboratório, professor de física e química em São Paulo, em cuja Faculdade de Direito se formou em 18 de outubro de 1887.

Iniciou sua carreira profissional em Ouro Preto com muito êxito. Fundou o Partido Republicano Mineiro e o Jornal o “Movimento”. Desempenhou, com brilho, os cargos de deputado federal e o de senador, demonstrando sempre defensor do interesse público. Decepcionou-se, porém, com a caciquismo do PRM e da política mineira, retirou-se para Caeté, e tornou-se  empresário de uma cerâmica. Viveu dez anos isolamento. Francisco Sales, depois de muita troca de correspondência, trouxe-o, de novo, à arena política, nomeou-o  presidente do Congresso Agrícola de Minas Gerais, que obteve maior êxito e repercussão nacional. Criou uma Fazenda-Modelo, com ensino atualizado aos fazendeiros de Minas, que, até, podiam trazer empregados para aprendizado das máquinas, estagiando ali por oito dias. Estimulou, com meios técnicos , o desenvolvimento da agricultura em Minas Gerais, criando novos modelos da Fazenda Gameleira, em Belo Horizonte, no sul, no norte e Zona da Mata de Minas. Tornou-se um sucesso, com elogios da iniciativa, pelo Presidente da República em Mensagem ao Congresso Nacional, reconhecendo a importância do empreendimento privado com apoio do Poder Público. Mostrou, à evidência, a necessidade de boas estradas para circulação da produção.

Mais. No setor penitenciário, trouxe excelentes inovações. Dava trabalho aos presos, com oficina especializada. Impulsionou a indústria, ao procurar aparelhá-la em face da concorrência.

“Entretanto, a obra que mais projetou o nome de João Pinheiro, como administrador, foi a reforma e ampliação do ensino primário e profissional. Auxiliado por secretário operoso, dedicado e culto, deu nova estrutura ao ensino primário, que foi dividido em três tipos: escolas isoladas, grupos escolares e escolas-modelos, estas últimas anexas às Escolas Normais. No seu Governo foram criados os primeiros grupos escolares. Foram determinados os horários para as diversas disciplinas do currículo, medidas relativas à frequência, determinadas providências concernentes à higiene nas escolas, fiscalização e estímulo aos professores, com estabelecimentos de prêmios”. (Waldemar de Almeida Bargos, “História de Minas”, III, pág. 664 e ss.).

João Pinheiro da silva exerceu funções de Governo do Estado de Minas de 1906 a 25 de outubro de 1908, quando faleceu vítima de doença grave. Antes, em 1890 exercera a Governança do Estado, quando editou medidas de alta relevância prática e econômica para o Estado. Gozava de altíssimo prestígio, seu nome apontado para presidente da República.

Daniel de Carvalho, segundo Waldemar Barbosa, assim descrevia o perfil de João Pinheiro: “Alto, magro, mas vigoroso, moreno, bela cabeça de cabelos crespos, fonte larga, olhos vivos, nariz bem desenhando, tinha João Pinheiro uma figura majestosa. Dir-se-ia que a natureza o marcara para  um grande papel. Acolhia a todos com naturalidade e fisionomia aberta”.

Na administração pública, foi um exemplo de vida, para a juventude e gerações futuras, na sua profissão de fé republicana e na intransigente defesa da república. Desenvolvimentista de nascença, mais eu inteligente, muito talentoso, possuidor de ideias administrativas avançadas para seu tempo, considerado, por Geraldo Ponciano, “Patrono dos Ideais dos Trabalhadores”, João Pinheiro, na sua fidalguia, foi um sonhador realista, de cabeça fria e pé na terra, de coração de ouro, no seu grande amor por Minas Gerais.

 

Escola Estadual João Pinheiro

Adiante na Educação e na defesa da Liberdade

 

 

“Em Minas, já não mais se admite uma escola fechada em si mesma, distanciada das realidades locais e da problemática do aluno. A escola tem que ser o espaço da libertação do homem”.

Octávio Elíseo – Secretário de Estado da Educação no Governo Tancredo Neves – 1983.

A história da Escola Estadual “João Pinheiro” registra a participação do Secretário de Estado da Educação, Octávio Elíseo Alves de Brito, nas comemorações dos 75 anos da instituição. Era 1983, ano que haviam tomado posse os governadores eleitos diretamente em 1982, assim como os prefeitos das capitais. Tancredo Neves era o governador mineiro. Durante o regime militar instalado em 1964, os ocupantes destes cargos eram indicados pelo governo federal.

A presença do secretário de Estado em Ituiutaba tinha significados festivos e políticos. As paralisações, greves e manifestações por melhorias no ensino e valorização  dos profissionais da educação ocorriam em todo País. O secretário trazia a mensagem do governador do que seria a escola estadual nestes novos tempos.

Professores, diretores e outros profissionais da rede estadual de ensino,, também tinham suas reivindicações, ideias e práticas a apresentar, rompendo assim anos de distanciamento ditados pelos últimos 18 anos de regime  político, quando valia somente a imposição.

Em Ituiutaba, o secretário Octávio Elíseo afirmou que “a escola não deve ser apenas o lugar onde a crianças aprende a ler, escrever e contar, mas o espaço onde o aluno encontra os meios necessários para perceber o seu papel na sociedade e se transformar num cidadão consciente  dos seus direitos e deveres”.

O Governo Mineiro havia promovido a realização do Congresso Mineiro da Educação, para colher da sociedade e dos professores os subsídios necessários à mudança, com resultados positivos, na avaliação do secretário Octávio Elíseo. “Ao participar amplamente do Congresso, juntamente com todos os setores da sociedade, os professores perderam o medo de falar, expor suas ideias e apontar alternativas para o ensino de Minas”.

Não sabia o secretário que a Escola Estadual “João Pinheiro”, já percorria  este caminho0, pela ampla visão dos seus diretores, especialmente à época, e pela formação libertária da nova geração de professores e outros profissionais. O ensino não somente nos livros e quadros-negros, mas nos textos e exercícios copiados no mimeógrafo, nos temas das redações, encenações teatrais, atividades extracurriculares e extraclasses.

Eram também as primeiras atividades no sentido  de estabelecer o conceito prático de comunidade escolar, com a participação dos pais e comunidade na vida da escola.

 

A nova Escola, na visão do governo mineiro

 

 

“Podemos orgulhar do momento atual da Escola Estadual João Pinheiro como escola pública de qualidade. A escola ocupa uma posição de proficiência do Exame de Educação do Estado de Minas Gerais, bem como em nível nacional”.

“É neste cenário que a Escola Estadual João Pinheiro confirma seu compromisso com a sociedade, promovendo uma educação de qualidade, respeitando as diversidades culturais, com vistas à formação dos alunos com diferentes motivações, interesses e capacidades, possibilitando-os ingressarem num mundo que está em constante mudança, de forma competente e com habilidades para melhorar sua vida social e profissional”.as

A Direção

 

A Escola sempre na defesa do Ensino

 

 

A Escola Estadual "João Pinheiro" era a primeira e também pioneira, sempre à frente do seu tempo, implantando novos métodos de ensino, de direção escolar e aperfeiçoamento as políticas oficiais de ensino.

Por isso se destacou e sempre se colocou entre as primeiras das escolas estaduais. O resultados dos seus alunos em avaliações aplicadas  para a medição da qualidade do ensino atestam esta condição.

A Escola Estadual João Pinheiro foi aberta a inovações quando o modelo de escola pública era fechado em si mesmo, mais pela imposiçao de políticas oficiais e falta de recursos do que pela falta de dedicação de diretores e professores. Assim mesmo foi palco de mivimentos e discussões que alimentaram a causa do ensino, presuposto de mais liberdade e participação de todps na vida política do País.

Aos primeiros ventos de liberdade depois de extinto o regime militar , com as eleições  diretas para governador em 1982, um dos primeiros manifestos pela valorização da Educação em Minas Gerais, sob o governo de Tancredo Neves, deu-se na Escola Estadual João Pinheiro, quando da visita  do então secretário de Estado da Educação, professor Octávio Elíseo Alves Brito, que atendia convite da direção da escola para particpar das comemorações das Bodas de Diamante, em 1983.

A Escola Estadual João Pinheiro, então com 75 anos, não estava engessada pelo tempo e muito menos adormecida pelos anos em que o ensino não foi prioridade  neste País. A Escola Estadual João Pinheiro estava, sim, com as forças e as esperanças  representadas  e não se omitiu quando o momento era de exigir melhorias na Educação de Minas Gerais, com valorização de qualidade para os estudantes.

E também era tempo de reivindicar avanços e melhorias para a própria escola, como reforma do prédio, quadras poliesportivas , construção de mais salas de aula e extensão de série, para que os estudantes pudessem cursar até a 8ª série.

A diretora Neiva Laterza, toda comunidade escolar, diretores e professores das demais escolas de Ituiutaba, recepcionaram em 15 de setembro de 1983 o secretário de Estada da Educação Octávio Elíseo, que veio representar o governador Tancredo Neves nas festividades da primeira escola pública de Minas Gerais.

O discurso da diretora da Escola Estadual João Pinheiro, naquele momento, foi a voz de todas as diretoras, professores e estudantes da rede estadual de ensino mineiro. O pronunciamento entrou para a história, pelos 75 anos da escola, pela presença do secretário Estadual da Educação e também pelas reivindicações de todo setor da Educação. A Revista 100 anos da Escola Estadual João Pinheiro, reproduz o discurso.

“Exmo. Sr. Secretário de Estado da Educação, Octávio Elíseo Alves de Brito. Autoridades presentes, professores, pais e alunos.

Na comemoração do Jubileu de Diamante da Escola Estadual João Pinheiro, honra-nos e gratifica-nos sobremaneira a presença do Exmo. Sr. Secretário de Estado da Educação, Professor Octávio Elíseo Alves Brito.

Em V. Excia. Sr. Secretário, saudamos o abnegado mestre de nível superior de mais de duas décadas, o administrador competente, o estadista emérito, o político leal e sincero e o grande artífice do projeto Educação para a Mudança.

Criado pelo Decreto nº 2.327, de 22 de dezembro de 1908, com o nome de “Vila Platina” e instalada na administração do agente executivo Dr. Fernando Alexandre, cujo gênio de administrador extraordinário nunca è demais ressaltar, a Escola Estadual “João Pinheiro” tem prestado inestimáveis benefícios à gente tijucana, instruindo e educando incontáveis gerações ao longo de seus 75 anos. E é justamente nas comemorações de seu Jubileu de Diamante que, como que se transfigurando e renascendo, esta antiga casa, se prepara para ingressar resolutamente no projeto Educação para a Mudança em tão boa hora lançado pelo eminente governador Tancredo Neves e sua equipe de auxiliares, em que ocupa lugar de destaque, o Exmo. Professor Octávio Elíseo Alves de Brito.

Queremos dizer a V. Excia. Sr. Secretário, que esta trincheira avançada da instrução e da educação, esta anciã de 75 anos, se encontra em pleno vigor, apta a caminhar com V. Excia., na marcha da Educação para a Mudança.

Lançadas, que foram, ao debate e à análise dos educadores e da sociedade, as questões que envolvem o projeto, temos para nos que ele somente produzirá SOS almejados resultados se estiver real e firmemente alicerçado no restabelecimento da dignidade da escola pública, para que ela desempenhe seu papel de democratizadora da cultura e do saber, acumulados pelo conjunto da sociedade, e que para tanto é mister a valorização dos profissionais da Educação e melhoria da qualidade do ensino.

E é também certo que a valorização dos profissionais da Educação pressupõe: o respeito ao magistério como atividade indispensável à prevenção, produção e transmissão do saber; adequada preparação dos profissionais da área, que viabiliza essas práticas; remuneração compatível com a importância da profissão; garantia dos direitos trabalhistas; maior e mais efetiva participação, por intermédio das entidades da classe e coesas em suas proposições, na definição e execução de projetos educacionais; compatibilização dos diversos regimes de admissão do pessoal; democratização dos processos de decisão na escola, que torne possível um efetivo compromisso dos professores, funcionários e técnicos com todo o processo pedagógico; promoção e aperfeiçoamento periódico do pessoal.

Engajada na campanha, Sr. Secretário, a Escola Estadual “João Pinheiro” reclama espaço para crescer.. Com 75 anos, esta escola acha-se no direito de reivindicar a expansão de séries para que se complete o ciclo primeiro grau e ampliação de salas adequadamente mobiliadas, para que possa prestar mais e melhores benefícios à comunidade na democratização do ensino e da cultura e na difusão do saber.

Aparelhada cultural e pedagogicamente é de se crer que o diminuto investimento com expansão de séries e ampliação de salas, venha produzir resultados fecundos e retornos imediatos, com proveito para toda comunidade.

No roteiro de nossas comemorações, queremos prestar também nossa singela homenagem dos ex-alunos a Escola Estadual “João Pinheiro”. Vemos no aluno, a razão de ser do estabelecimento. No ex-aluno, o fruto dos nosso trabalho. Conosco se encontra um dos mais antigos alunos: O Sr. Odilon Machado de Morais. Homenageando-o, a Escola Estadual “João Pinheiro” está homenageando a criança curiosa e ativa, o jovem consciente e responsável, o chefe de família exemplar, o cidadão probo e útil.

Em sua veneranda figura enaltecemos o passado glorioso, o porvir venturoso.

Agradecemos a gentil presença, nesta festividade, de nosso ilustre Diretor I da 26ª DRE, Ângela Maria Gonçalves da Cunha, que se junta a toda família “João Pinheiro” nesta histórica homenagem.

 

 

Senhor Secretário, agradecemos sua honrosa presença, queremos afiançar-lhe que juntamente com V. Excia. Empunhamos a bandeira da democratização, da cultura e do saber, estamos unidos na mesma caminhada da Educação para a Mudança, sob a sábia e firme liderança de V. Excia. E do Exmo. Sr. Governador Tancredo de Almeida Neves.

Muito “Obrigada”.

 

Diretores da Escola Estadual “João Pinheiro” 1908 – 2008

 

Diretor Carlos Henrique Vidigal (Baco) usando da palavra e sendo observado por Isis Cintra e Neiva Laterza

 

O Grupo Escolar de Villa Platina é criado em 22 de dezembro de 1908. O primeiro diretor foi Benedito Chagas Leite.

Em 1912, foi promovido e nomeado diretor efetivo o professor Francisco Antônio de Lorena.

O professor José Ignácio de Souza assume a direção da escola em 1915. Dona Pelina Maciel Ribeiro da Luz assume a direção em 1925, permanecendo até 1931.Nesse ano, Clorinda Junqueira assumiu interinamente.

De 1931 a 1954 a diretora foi a professora Sílvia Martins de Andrade. De 1954 a 1959 a diretora foi Adelina Martins Andrade Cardoso.

1956 a 1964 – assume a direção a Sra. Araci Pais Lemes Martins. Em 1965 Zilá Macedo assume a direção. Em 1966 a diretora foi América Chaves Carvalho. De 1968 até meados de 1971, o Grupo Escolar João Pinheiro contou com diretoras interinas na direção, sendo: Audelina Borges Teixeira (1968 a 1969) e Nadir Fernandes de Morais (1970 a 1971).

Em 1972 a professora Neiva Marila de Oliveira Laterza, assume a direção efetiva da escola, ficando no cargo até 1989.

1989 – Assume a direção Maria Madalena Angelis Alvarez, 1ª diretora eleita pela comunidade escolar. Em outubro de 1991 a orientadora Onilta Magnólia dos Santos assume a direção.

Em 1994, a comunidade escolar, profissionais da educação e pais elegem como diretora Maria Divina de Menezes, que foi reeleita para um segundo mandato.

A diretora Maria divina de Menezes é reeleita para um terceiro mandato em 2000.

2002 a 2003, em virtude da aposentadoria da diretora amaria Divina, assume a direção a vice-diretora Maria Madalena Angelis Alvarez.

Em 2004, a comunidade escolar indica o professor Carlos Henrique Araújo Vidigal (Baco) à direção da escola. Em 2007 a comunidade escolar renova a indicação à direção, o professor Carlos Henrique Araújo Vidigal (Baco). A vice-diretora é Iraneide de Rodrigues Melo.

 

Parcerias para o ensino e cidadania

 

 

Desde 2005, a equipe gestora iniciou sua administração com amplo projeto de melhorias para a escola, buscando parecerias. A primeira parceria foi coma a Escola Estadual Antônio de Souza Martins (Polivalente)- Escola Referência, e o “João Pinheiro passou a ser Escola associada. Através desse projeto, a Scola obteve 11 computadores, com acesso à internet e impressora matricial. 

Outros projetos foram desenvolvidos ao longo do triênio 2004 -2006: Conservatório Estadual de Música José Zóccoli de Andrade, para o Projeto Brincarte; voluntárias do instituto Algar - Leitura e Escrita (duração de três anos); CEMIG – Meio Ambiente-Água amiga; Secretaria Municipal de Saúde – Gabinete Dentário; Instituto Superior de Educação de Ituiutaba (FEIT/UEMG) – Encontro com índios não aldeados do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, possibilitando à comunidade escolar o contato direto com a cultura e valores indígenas; a escola tem parceria com o Grupo de Apoio Amor Exigente.

Foram realizadas melhorias na rede física da escola como reforma do telhado, pintura, piso da galeria, reforma do bebedouro, troca de vasos sanitários nos banheiros, organização do espaço que serve de refeitório, construção da lanchonete, reforma e aquisição de carteiras, reparo nas redes físicas, elétrica e hidráulica, com recursos oriundos da Secretaria de Estado da Educação.

Com recursos próprios, a escola adquiriu portão eletrônico para acesso dos alunos e na garagem, que abriga veículos dos funcionários, duas maquinas  copiadoras em parceira com a JR Comunicações, aparelhos microsistem, um DVD, reforma de toldos na entrada da escola.

Os Departamentos da Secretaria Escolar foram informatizados, com programas voltados para a melhoria e agilidade de cada setor.

Em 2007, o diretor Carlos Henrique Araújo Vidigal (Baco) foi reeleito pela comunidade escolar diretor da Escola Estadual João Pinheiro e novas parcerias foram estabelecidas ou renovadas. Foi firmada nova parceira com a JR Comunicação, em que a escola foi equipada com câmeras de vídeo, para maior segurança dos alunos, servidores, como também do patrimônio público, um projeto pioneiro nas escolas públicas de Minas Gerais.

Foi desenvolvido um Projeto de Educação  Patrimonial com a Secretaria Municipal de Educação e Cultura, uma vez que mesma faz parte do Patrimônio Histórico e Cultural de Ituiutaba.

O projeto Leitura e Escrita, junto aos Voluntários do Instituto ALGAR, desenvolveu-se durante todo ano, assim como o Projeto Água Amiga, em parceria com o Instituto Estadual de Floresta (IEF), Centrais Elétricas de Minas Gerais (CEMIG), Polícia Ambiental, IBAMA, Corpo de Bombeiros, Programa Vitrine Social, Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (PROERD) e Polícia Militar.

Foram adquiridos  Data/Show, TV 29” e TV 14”. Os quadros negros foram substituídos por quadros brancos e o giz pelos pinceis.

 

A Comemoração do Centenário

 

 

A atual direção da Escola Estadual João Pinheiro, em reunião com os funcionários e Colegiado Escolar no final de 2007 e início de 2008, definiu as ações da comemoração do Centenári o da Escola, que foi pensada em várias dimensões.

Todos ofereceram sugestões e em seguida definiram as propostas, muitas das quais abrangem o Projeto de Intervenção Pedagógica da Secretaria de Estado da Educação. Posteriormente foi definida a organização do evento, quando todos os servidores e Colegiado Escolar ficaram responsáveis por tornar realidade a comemoração do Centenário da Escola, coma composição das nove comissões.

Comissão Central – responsável, pela coordenação e decisões de todas as festividades, apoio financeiro, parcerias, correspondências e reuniões com as demais comissões, além de informar a todos sobre o andamento do projeto. Coordenador: Diretor Carlos Henrique Araújo Vidigal (Baco). Equipe: Iraneide Rodrigues de Melo, Maria de Fátima Franco Leal Norbertina Bernardes B. Silveira e professores.

Comissão Cultural – responsável pelo resgate da história da escola desde o ano de sua fundação até os dias atuais, com fatos que marcaram os cem anos, personalidades, alunos egressos, ex-professores e ex-funcionários, com possibilidade de montar um painel de fotos ou relatos. Coordenadores: Iraneide Rodrigues Melo. Equipe: Carlos Henrique A. Vidigal (Baco), Edmar A. F. Carvalho e Norbertina Bernardes.

Comissão Religiosa – responsável pela organização e celebrações religiosas para início das festividades. Coordenadora: Maria Celina. Equipe: Delnira, Suelaina e Marleida.

Comissão de Abertura dos Jogos – responsável pela organização dos atletas antes e durante o evento, bem como pelas apresentações artísticas no ginásio Poliesportivo Municipal Romão. Coordenadora: Maria Betânia França Franco. Equipe: Norbertina, Erli, Edmar, Sandra Maria, Alexandre, Isabel, Cristina, Maria F. D. Araújo, Aparecida F. D. Araújo, Aparecida  C. David, Marleida, Dorcina, Maria A. B. Marçal, Lucimar, Julícia, Patrícia, Iranide e Baco.

Comissão de Ornamentação – responsável pela ornamentação dos locais onde foram realizadas as atividades do Centenário. Coordenadora: Maria F. F. Leal. Equipe: Ana Paula, Webert, Mirian, Rosineide, Sirlene, Vânia, Maria APª Carvalho, Fabíola, Maria Hemione, Jne, Maria Ap. L. Mendes, Thatiane, Wakson, Maria Celina, Delmira, Sirlei, Rosania, Rosimeiry, Alexandre, Terezinha, Iranide e Baco.

Comissão de Recepção – responsável em recepcionar todos os convidados que participarão das festividades. Coordenadora: Norbertina Silveira. Equipe: Ariadne, Neidivina, Jaqueline, Suelaine, Luciene, Iranide e Baco.

Comissão de Segurança – responsável pelo apoio da polícia militar e Tiro de Guerra para manter a ordem e a segurança em todas as festividades, tanto interna quanto externa dos eventos. Coordenador: Alexandre. Equipe: Aniceto, Wakson, Eurípedes R. Martinelli, Ariadne, Webert, Iraneide e Baco.

Comissão de Apoio – responsável pela limpeza das dependências antes, durante e após as festividades do Centenário, além de dar suporte às outras comissões e zelar pelos materiais utilizados. Coordenadora: Elizabete. Equipe: Luzinete, Isolda, Maria Elza, Aparecida Morais, Dinair, Zilda, Elma, Joana, Abílio e Sidnei. As festividade foram realizadas na Escola Estadual João Pinheiro, Praça Cônego Ângelo, Salão Social Atrium, Ginásio Municipal Romão, Santuário de Nossa Senhora da Abadia, Igreja Presbiteriana de Ituiutaba e na própria escola.

 

Principais Ações comemorativas do Centenário

 

 

O Projeto de comemoração dos 100 anos da Escola Estadual João Pinheiro contemplou diversas ações planejadas e executadas ao longo de 2008. Além de marcar o Centenário e unir ainda mais a comunidade escolar, as ações comemorativa levaram à toda comunidade de Ituiutaba a alegria de festejar os 100 anos de educação da primeira escola pública de Minas Gerais, interagindo de todas as formas com a sociedade. Uma das primeiras ações comemorativas foi a inclusão da foto da escola na capa da lista telefônica SABE/CTBC, em parceria com o Grupo ALGAR, proprietária da lista. São 35 mil exemplares levando ao conhecimento da comum idade regional e 2008 é histórico para a comunidade escolar João Pinheiro pelo Centenário de sua fundação.

Confecção da agenda escolar, finalizada no final de 2007 e distribuída no início de 2008 para a comunidade escolar. Em 2008 foi criado o site da escola.

Uma placa de dois metros por um metro e vinte centímetros com a logomarca do Centenário, foi erigida no Pátio da escola.

No dia 26 de maio a Escola Estadual João Pinheiro fez realizar uma celebração em Ação de Graças e culto pelo o Centenário da Escola.

Um painel comemorativo foi afixado no muro da escola, na 17 com 20, com o slogan Escola Estadual João Pinheiro – Um Século Educando, com fotos de alguns alunos sorteados em todas as salas do dois turnos, representando aos demais

 

Escola João Pinheiro realiza os Jogos do Centenário

 

 

Com uma bela festa onde alunos e ex-alunos se encontraram a Escola Estadual João Pinheiro realizou de 30 de maio a 1º de junho os Jogos internos que marcam as comemorações dos 100 anos da escola.

Ex-alunos da escola foram homenageados quando as equipes formadas receberam seus nomes. Na mesa das autoridades: Fued Dib – prefeito de Ituiutaba; Isis Cintra – Superintendente de ensino; Isaías Tadeu – Secretário Municipal de Educação; além de outras personalidades do nosso município.

Um dos destaques na mesa das autoridades foi a ex-diretora Neiva Laterza, e se juntou com anfitriã, ao atual diretor, Carlos Henrique Vidigal.

O Tiro de Guerra 11/002 também participou da grande festa, como uma condução das bandeiras e em seguida o hasteamento do Pavilhão Nacional, feito por atiradores.

Nas arquibancadas do ginásio municipal Romão, muitos ex-alunos se reencontraram emocionados relembraram o passado entre eles, o secretário municipal e presidente da FIEMG Regional Pontal do Triângulo Mineiro, Antônio Valério, Carlos Vitor, Sandro Salomão, o radialista Gladiston Pires.

 Várias atrações, com danças, coreografias e muita animação por parte dos alunos, numa festa muito bem organizada pela direção, professores, auxiliares administrativos e auxiliares de serviços básicos.

Nos dias 31 de maio e 1º de junho os atletas mostraram toda disposição pela medalha histórica do Centenário da Escola Estadual João Pinheiro.

 

Escola Estadual João Pinheiro sua Dialética Dinâmica para século XXI de Torrezão a Carlos Henrique Araújo Vidigal (Baco)

 

Maria Divina Menezes

 

O português Antônio Nóvoa historiador e reitor, da Universidade de Lisboa é um dos intelectuais de maior circulação internacional no debate pedagógico atual. Como o de Filipe Philippe Perrenoud e os espanhol César Coll, ele pertence a uma geração que concentra em aspecto intra-escolares, como curriculum e competências, formação continuada e processos de aprendizagens. A capacitação de professores foi o tema que ele privilegiou.

“Nóvoa reúne três características: o rigor teórico conceitual da investigação extoriográfica, o tato e a sensibilidade pedagógicos e honrar o talento de liderança”.

Contaram-me os saudosos alunos da escola: Dr. Omar Diniz, Sr. Odilon Machado e Sr. Pedrinho Fonseca, que na egrégia agência de formação de cidadãos felizes do povoado que mais tarde viria se chamar Vila Platina, chegou um professor e reuniu a turma montou uma sala de aula no mesmo local da escola hoje, só do outro lado da rua, e deu-lhe o nome de Colégio São Luiz. Eis que um dia o professor Torrezão pintou tudo de amarelo, os alunos o veneraram, pois tinham verdadeira adoração com ele. Talvez o filósofo Sócrates da época, pelo mesmo motivo que Névoa se destacou no século XVI.

Passaram se dias e o professor Torrezão não chegou. E não chegou nunca mais; O que fizeram com ele? Sumiram com ele, porque ele estava ensinando demais. Ensinando uma série de habilidades e competência que não deveria ser ensinadas naquela época! O prosperando os jovens para o mundo que os esperava? É possível que os educadores da escola Estadual João Pinheiro, uma instituição social cuja essência fulcral é a capacidade de cuidar: do futuro, da cidadania, da disciplina, e da educação escolar como estância de formação.

A complefixação do mercado de trabalho está conduzindo mais uma preocupação da temática do trabalho, das carreiras e profissões.  Não há como a escola do maternal ao doutorado não se preocupar com empreendimento profissional.

Desta forma peço a vênia para dizer que todo tempo que juntos administramos esse santuário chamado João Pinheiro que para nós era Escola Estadual João Pinheiro – Cidadã e Feliz e nos quatro anos seguintes Escola Estadual João Pinheiro – Cidadã e Feliz – Pós Maternidade e hoje Escola Estadual João Pinheiro – Um Século Educando.

Santuário Escola Estadual João Pinheiro, ai, em cada cantinho, em cada pessoa que eu amo e tenho certeza que me ama também deixei minha alma e o meu coração plantado para sempre, Nem o tempo nem as pessoas farão que este amor se transforme. Eu amo você Escola Estadual João Pinheiro e amarei para sempre.

*Ex-diretora.

Programa de voluntariado beneficiou alunos da Escola Estadual João Pinheiro

 

 

Voluntários da CTBC de Ituiutaba realizaram, por três anos, atividades de incentivo à leitura e escrita de alunos da quarta-serie.

Escrever melhor, adquirir o hábito de leitura e melhorar a oralidade. Todas essas habilidades contribuem para que as crianças de hoje sejam adultos bem sucedidos no futuro.

Mas, conseguir desenvolver essas capacidades nem sempre é possível no atual ambiente escolar. Cerca de 76 alunos que estudaram na quart-série da Escola Estadual João pinheiro em Ituiutaba, de 2005 a 2007, tiveram essa oportunidade. Eles foram beneficiados pelo programa de voluntariado desenvolvido pelo Instituto “Algar e, que, atualmente, é chamado de Algar Inclui”.

Durante três anos, várias atividades foram realizadas na escola com o objetivo de promover avanços dos alunos no uso social da língua portuguesa (escrita de carta, leitura por prazer e práticas de oralidade) com parceria entre educadores (professores, supervisores pedagógicos, diretores e etc.) e voluntários da CTBC de Ituiutaba.

Em 2005, primeiro ano de parceria, o programa social realizou a atividade educacional chamada “Clube de Correspondência”. Nele, alunos e voluntários exercitavam a escrita de cartas, faziam novas amizades e, consequentemente, ampliavam seus conhecimentos sobre diversos assuntos.

O “Clube de Leitura” foi a atividade escolhida para os anos de 2006 e 2007. Nele, oficinas de rodas de leitura e sarau de poesias eram realizados na escola. Além disso, as crianças integrantes do Clube podiam pegar livros emprestados do conjunto de obras doadas pelo Instituto Algar.  Para completar as ações de incentivo à leitura, à escrita e à oralidade, vistas e entrevistas diversas eram feitas.

   Todas as orientações e material de apoio eram passados pelo Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), assessoria educacional contratada pelo Instituto Algar para o desenvolvimento do programa. Segundo Isabel Carvalho, professora participante do programa na época da parceria, muitos foram os benefícios das atividades do programa em sal de aula. “As atividades lúdicas, as visitas e oficinas feitas pelos voluntários da CTBC foram de grande valia e, realmente, incentivaram os alunos. Essa parceria proporcionou a todos grandes projetos de incentivo a escrita e leitura. O material pedagógico oferecido enriqueceu as aulas e os profissionais da escola ficaram mais motivados. Lembro-me da alegria estampada nos olhos das crianças quando os voluntários estavam na escola”, relembra  com saudade a professora.

A parceria com a escola e os resultados do Programa de Voluntariado foi extremamente gratificante para os voluntários envolvidos. “todas as nossas expectativas nesta escola foram superadas. Tivemos o apoio e envolvimento total dos educadores e o comprometimento das crianças no desenvolvimento das ações. Aprendemos com os alunos muito mais do que ensinamos e a cada dia eles nos surpreendiam. Algumas coisas que para nós era tão pequenas, para elas eram enormes e inesquecíveis e que, com certeza, irão lembrar para o resto da vida”, afirmou Lilian Bianchini, líder social da CTBC de Ituiutaba.

Saiba mais sobre:

Instituto Algar – Com o foco na educação de ensino fundamental, o Instituto Algar desenvolve quatro programas sociais: Algar Inclui (leitura voluntariado e inclusão digital); Algar Educa (leitura, matemática e inclusão digital); Algar Lê (leitura de jornal e inclusão digital) e Algar Transforma ( leitura, educação ambiental, inclusão digital). No primeiro semestre de 2008, os projetos sociais do Instituto Algar beneficiaram 11.834 alunos de 82 escolas públicas e contaram com a participação de 451 voluntários e com envolvimento de 489 educadores.

Grupo Algar – O Grupo Algar, cuja sede é em Uberlândia/MG, atua nos segmentos de Telecom, Agro, Serviços e ainda tem participação acionária no complexo Rio Quente Resort. Hoje, o Grupo que conta com 14.100 mil associados (como são chamados SOS funcionários), está presente em quase todo território nacional nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Mato
Grosso do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Maranhão e Distrito Federal. Com a visão de “Gente servindo gente”, os associados trabalham com a missão de desenvolver relacionamentos e negócios  sustentáveis que geram valor percebido, encantando pessoas e promovendo o potencial humano.

 

João Pinheiro – Um século Fazendo

Educação

 

Professora Adelaide Pajuaba Nehme

 

 Grandes e expressivas festividades elaboradas pela direção e corpo docente, pelo centenário da “Escola Estadual João Pinheiro”.

É o tributo que se pede a esta grande instituição destacada pelos inúmeros  benefícios prestados `a sociedade  de Ituiutaba e região.

Figuras ilustres passaram pelo educandário, onde adquiriram bases expressivas para novos conhecimentos, haja vista o sucesso de grandes empreendedores, ex-alunos da escola.

Como educadora não poderia me furtar ao dever de enaltecer esta casa pela prestação relevante de serviços, o maior deles: a educação.

Atuei como educadora por vários anos na escola, onde aprendi muito. Era iniciante e adquiri conhecimentos que me foram transmitidos aleatória e diariamente por sábias educadoras.  Acumulei bases sólidas que foram suporte para sempre. Dirigia o “João Pinheiro”, na época professora Araci Saraiva, exímia educadora, competente, humana e muito sensível, sua sensibilidade era transparente, querida pelos professores e discente, doce criatura!... Ainda o é...

 Um exemplo como diretora, não só no desempenho de suas funções, mas no trato com o ser humano. Sua vice era professora Jandira Vilela outro grande valor. Comedida, determinada e incentivava, elogiava a atuação dos mestres. Corpo docente selecionado, ótimas professoras, ótimas colegas.

 Realmente temos saudade desta época, que sem dúvida marcou nossa vida.

Hoje com cinquenta anos como educadora, posso avaliar o trabalho que ali era desenvolvido, dentro dos padrões necessários.

Infelizmente a educadora sofreu revezes, mudanças, perdendo muito a qualidade.

O professor era um voluntário que e dispunha gratuitamente a voltar à escola dar aula de reforço, aplicar testes, repetir matéria para alunos cujo aproveitamento era mínimo.

“João Pinheiro” é sem dúvida uma Oficina de Luz, uma trajetória histórica, memorável e relevante; estrutura majestosa, imponente mostrando a todos sua filosofia, sua atuação, objetivos alcançados, frutos colhidos, dignificando todos que ali militam.

“João Pinheiro Centenário” é uma roda viva cheia de histórias, de fatos. De memória, de trabalho edificante.

Cem anos formando e lapidando caracteres, formando cidadãos e enriquecendo a cidade de homens ilustres, que se destacam no cenário do profissionalismo. Parabéns a todos que se inseriam, e fizeram e fazem parte da história deste grande estabelecimento de ensino.

Adelaide Pajuaba Nehme

*Pós Graduada em Comunicação e Marketing

 

A Escola Estadual João Pinheiro

Patrimônio Histórico de todos!

 

Uma escola de “elite”? Uma escola central, onde iniciaram as primeiras letras grandes profissionais de nossa cidade, que já alcançaram voos maiores, levando consigo a firmeza de uma diretora que primava pela ordem e pela disciplina, pela qualidade do ensino, pelo bem-estar de todos os profissionais, senhora Neiva Marila Leite de Oliveira Laterza. Entre os filhos dos comerciantes do município e de demais “doutores” da localidade, iniciava-se também a filha de uma funcionária doméstica que buscava para esta um futuro melhor que o seu. Seria mesmo uma escola de “elite”? Para a maioria sim, mas, a maioria também sobressaiu na aquisição do saber, pôde sonhar como futuro e traçar projetos de vida. Os profissionais de educação eram todos “alinhados” quanto ao seu vestuário, cabelo, perfume e tinham que levar consigo uma imagem clara e precisa do cumprimento dos valores morais e éticos. Por este Brasil sempre nos deparamos com um médico (com várias especialidades), advogados, empresários, professores, comerciários, bancários, profissionais liberais que falam com orgulho do “Grupo Escolar João Pinheiro”, onde alicerçaram as bases de uma trajetória educacional. Hoje, ex-alunos contam que trouxeram seus filhos, netos e demais membros da família para “sua escola”, expressando sua emoção e orgulho.

Mas ainda é sentir a realização de concretizar sonhos como professora na “Escola Estadual João Pinheiro”, quando em 1981 fui convidada a participar do quadro de professores da conceituada escola. Na oportunidade, agradeço à professora Neiva Marila pelo convite e por inserir-me como educadora dessa escola tornando-a Escola Estadual João Pinheiro. Hoje, percorro suas dependências amplas e arejadas principalmente, poder contribuir com outras crianças em seus sonhos, seus ideais (já os tens), como mediadora incentivadora do aprender a aprender.

Uma nova realidade despontou com a evolução da tecnologia nesta instituição escolar, um espaço que se percebe o acompanhamento do progresso, câmeras, computadores, data show, internet, xerocadoras, recursos audiovisuais para elaboração e a prática educativa. Ambiente alfabetizador em que a ludicidade está presente, oficinas pedagógicas, lazer, aquisição do conhecimento de forma prazerosa e agradável.

Nessa gestão tem-se a presença de um grande professor que arregaça as mangas para propor a toda comunidade escolar um ensino de qualidade, oferecendo recursos para que sejam alcançados os objetivos propostos pelo sistema de ensino atual, Sr. Carlos Henrique Araújo Vidigal  e sua equipe, que não medem esforços e fazem jús ao uso da camisa da “família Joãopinheirense”.

Sinto-me orgulhosa por fazer parte do quadro de pessoal da Escola Estadual João Pinheiro, quando posso apreciar em minhas memorias , desde a infância, como aluna, até o momento de minha aposentadoria como professora da educação básica, sabendo que o futuro novos horizontes aos educandos e educadores da minha querida “João Pinheiro”.

Maria de Fátima Araújo:

*Professora da educação básica na Escola Estadual João pinheiro desde 1981, nas séries iniciais do ensino fundamental. Gr aduada no curso normal superior pela UEMG/FEIT/ISEDE; Pós-graduada no curso de Ação Multidisciplinar do Trabalho Pedagógico: Gestão Escolar, Supervisão Pedagógica, Orientação Educacional e Inspeção Escolar, pela UEMG/FEIT/ISEPI.

 

Parabéns a E. E. JOÃO PINHEIRO

Pelo seu centenário

 

Parabéns, E.E. João Pinheiro!                                                                                                   Isto é, com entusiasmo, competência e

Você é orgulho de nossa cidade!                                                                                              Dedicação.

Há um século servindo e...                                                                                                         Porque é uma Escola Cidadã e Feliz.

Educando a nossa comunidade.                                                                                              Às minhas ex-diretoras:

A primeira escola Estadual                                                                                                        Neiva Laterza, Madalena, Onilta e

Do Triângulo Mineiro,                                                                                                                 Maria Divina!

É a formosa Escola Estadual                                                                                                    Obrigada, pela amizade, os ensinamentos

João Pinheiro,                                                                                                                              e solidariedade!

Não precisa dizer mais nada.                                                                                                  Que jamais falte a vocês, a luz do espírito

A E.E. João Pinheiro é mãe, avó,                                                                                           Santo que nos ilumina.

bisavó e tetravó...                                                                                                                      Aos pais que me confiaram seus filhos.

Mais sempre jovem e atual.                                                                                                   Meu zelo, admiração, respeito e gratidão.

Seus filhos crescem e tornam-se                                                                                         A Deus, que me deu a vida, saúde e

Independentes.                                                                                                                       inteligência.

Mas voltam p/ revê-la, pois ñ há amor igual                                                                     Agradecerei, eternamente, com fervorosa oração.

São muitos brasileiros ilustres                                                                                            A todos, sem citar nomes: corpo docente

Espalhados no Brasil e no mundo                                                                                    e serviçais.

Inteiro...                                                                                                                                   Obrigada pelo carinho, companheirismo e

E como muito orgulho dizem a seus                                                                                 amizade.

Filhos,                                                                                                                                     Continuem zelando por essa parte dê

Que estudaram na Escola E. João Pinheiro.  Nossas vidas!                                       E... Fazendo Educação de qualidade.

Sinto-me muito envaidecida.                                                                                              À atual direção: Carlos Henrique Vidigal

De ter-me aposentado nessa maravilhosa                                                                      E sua equipe

escola.                                                                                                                                     Meus votos de muita prosperidade!

Toda minha vida profissional,                                                                                             Pelo trabalho q/ desempenham c/ amor

À qual, com muito amor, dediquei quase                                                                         Meus votos de muita prosperidade!

Toda minha vida profissional,                                                                                            Pelo trabalho q/ desempenham c/ amor

E hoje faço parte da sua importante história.                                                                 Deus lhes recompense com saúde,

Obrigada E.E. João Pinheiro!                                                                                            Paz e felicidade.

Onde trabalhei como sempre planejei e quis. 

* Professora Marizinha Martinelli

 

As políticas Públicas da Educação em Minas Gerais no contexto regional

 

Isis Maria Gomes Cintra

 

É realmente memorável o momento que ora vivenciamos a celebração dos 100 anos da Escola Estadual João Pinheiro, que consolida a luta histórica daqueles que dedicaram suas vidas pela educação.

Reportamo-nos através deste artigo para apresentar algumas considerações a cerca da implantação das Políticas Públicas da Educação de Minas Ferais.

Os objetivos iniciais da política educacional do governo de Minas Gerais foram alcançados pela maioria das escolas públicas da circunscrição, contribuindo para obtenção das metas propostas pelo Acordo de Resultados, pela secretaria de Estado de Educação, Vanessa Guimarães Pinto, junto ao governo. O acordo de resultados é uma iniciativa do Projeto Estruturador Choque de Gestão do governo de Minas Gerais em que são pactuadas metas institucionais a serem cumpridas e resultados a serem alcançados. A Superintendências Regionais de Ensino  e Escolas Públicas Estaduais são co-responsáveis pelo cumprimento destas metas.

Na perspectiva de se construir um Estado para Resultados, foram definidos os Projetos Estruturadores para uma Educação Básica de Qualidade: Universalização e Melhorias do Ensino Médio Fundamental, com ênfase e le-tratamento. Dentre as metas estabelecidas foram implantadas: O Ensino Fundamental de 9 anos em todas as escolas estaduais e municipais desta jurisdição desde o ano de 2004, o Projeto Aluno de Tempo Integral atendendo 625 alunos em 2007 e 2008, elevação dos níveis de proficiência acadêmica aferida pelo Sistema Mineiro de Avaliação da Escola Pública e Prova Brasil, no Ministério da Educação, aumento de taxas de conclusão do aluno do Ensino Médio e de suas oportunidades de inclusão produtiva, desenvolvimento do Protagonismo Juvenil através do Programa de Educação Profissional-PEP em parceira com o Sistema Nacional de Aprendizagem Industrial-SENAI e Sistema Nacional de Aprendizagem Comercial-SENAC, Curso de Formação para o Trabalho-FIT (INFORMÁTICA), e redução significativa dos índices de evasão e repetência escolar.

As política públicas do governo de Minas Gerais, implantados nos períodos de 2003/2006/2007/2008, constituem as bases para os resultados alcançados pelas escolas públicas mineiras.

Em grandes partes de nossas escolas, a cada ano, o número de alunos com baixo desempenho está diminuindo, em crescem os números dos que estão nos níveis intermediário e recomendado.

Com o resultados das avaliações sistêmicas, temos um retrato de cada escola e uma visão de como está a educação básica em todas as regiões de Minas  Gerais.

Isis Maria Gomes Cintra

*Diretora da Superintendência Regional de Ensino de Ituiutaba.

 

O Centenário da Escola Pública e Laica no Interior de Minas Gerais: Neiva Marilla Leite de Oliveira Laterza, a travessia de uma normalista

Por: Betânia de Oliveira Laterza Ribeiro, Elisabeth Farias da Silva, Sauloérbe Társio de Souza, Clarissa Betanho Inácio.

O convite feito pelo atual diretor da Escola Estadual João Pinheiro, professor Carlos Henrique Araújo Vidigal, para nossa participação da Revista do Centenário dessa instituição representou um desafio muito grande  para uma das autoras deste estudo, tanto pela proximidade efetiva  com a genitora  Neiva quanto pela responsabilidade social com a escola centenária.

Assim, este estudo tem por objetivo explicar, ainda que de modo sucinto, a trajetória educacional da normalista Neiva Marilla Leite de oliveira Laterza no período da Ditadura Militar  no interior de Minas Gerais. Utilizar-se no procedimento metodológico entrevistas  com a perspectiva diretora , documentos oficiais e depoimentos de professoras que trabalharam em sua gestão. A confluência destas técnicas de pesquisa possibilitou uma perspectiva mais acentuada de análise, principalmente no que tange à trajetória educacional da professora Neiva Laterza.

A sociedade brasileira nos anos de 1964 a 1965 viveu sob a égide da Ditadura Militar. Nela houve repressão policial, exílios políticos, estabelecimento de legislação autoritária, com supressão dos direitos civis, uso da máquina estatal em favor da propaganda institucional e política, manipulação da opinião pública através de institutos de propaganda governamental, censura e tortura.

De acordo com GERMANO (2005).

No Brasil, a partir de 1964, o Estado caracterizava-se pelo elevado grau de autoritarismo e violência, além disso, pela manutenção de uma aparência democrática representativa, uma vez que o Congresso não foi fechado definitivamente (embora tenha sido mutilado) e o Judiciário continuou funcionar, ainda que como aparência do exército.

Vislumbra-se que no aludido período histórico a separação dos três poderes, proposta por Montesquieu é essência do Estado Democrático de direito, mostrava-se comprometida, uma vez que o Poder Executivo encontrava-se como soberano.

O ideário pedagógico neste contexto histórico passava por um processo de tecnização e de expansão controlada. O lema dominante era “Reformar para desmobilizar”. A política educacional militar deve ser vista como uma forma utilizada pelo Regime para assegurar a dominação necessária para o exercício de uma política subordinada e mantenedora  do processo de acumulação de capital, tentado, desta forma, afastar os conflitos  e tensões existentes que poderiam atrapalhar da estabilidade  política com reflexos na economia que se internacionalizava.

Nesse cenário político-social, a professora Neiva Laterza foi escolhida para o cargo de diretora do Grupo Escolar João Pinheiro. Diante disto, a professora Neiva não poderia fugir à regra imposta pelas determinações da Secretaria de Estado da Educação no que tangia à disciplina e a polidez, ao civismo e ao nacionalismo e a educação tradicional.

No depoimento de Maria Fátima Dias Araújo, a mesma afirma: ingressei na escola em 1981, a convite da diretora Neiva Laterza. Para mim foi um desafio e ao mesmo tempo uma valorização profissional por atuar em uma escola tão conceituada com esta. O profissional que atuava na escola trazia uma bagagem uma imagem de profissional competente diante da sociedade. Dona Neiva uma pessoa muito correta com todos, muito humana, amiga sem distinção de cargo, sempre voltada ara a qualidade do ensino e do bem-estar de todos. Os desfiles eram muito organizados com grande número de alunos, os que não tinham condições financeiras podiam contar com a ajuda de dona Neiva para vestuário do desfile. As festas comemorativas eram surpreendentes, muita alegria, muito bem frequentadas pelas autoridades e sociedade tijucana.

Portanto, a professora Neiva Marilla Leite de Oliveira Laterza conquistou seu espaço público com normalista em virtude de sua competência profissional, seu amor pela profissão e pelo dinamismo e anseio em construir coletivamente a história da Escola Estadual João Pinheiro, mesmo que em um período em que palavras como democracia e liberdade soavam como mera utopia.

A diretora Neiva Laterza em entrevista concedida à discente Clarissa Betanho Inácio ser uma vanguardista de seu tempo, pois instituiu o ensino da pré-escola em um período em que a legislação estadual da época não havia normatizado esta modalidade de ensino. A professora Neiva afirma que tal atitude foi tomada em decorrência da crescente demanda de crianças dos mais diversos níveis sociais que aspiravam ao ingresso no pré-escolar. FERREIRA (2007) preleciona que a professora Neiva Laterza, com o fito de democratizar o ensino, conseguiu a extensão de séries para a Escola João Pinheiro de 5ª a 8ª. incluindo o ensino noturno.

Maria Madalena Ângelis Alvarez afirma que nem mesmo a Ditadura Militar conseguiu silenciar o fervilhar de vozes e ideias que “faziam acontecer”, seculares da Escola Estadual João Pinheiro. A depoente

Compreende-se também que a Escola João Pinheiro proporcionava status social a todos. Nesse sentido segue depoimento da ex-professora e diretora Maria Madalena Ângelis Alvarez:

apesar do surgimento das escolas particulares , a Escola Estadual João Pinheiro manteve sua posição secular de escola de qualidade, e pertencer a ela continua, através dos tempos, a ser o sonho de muitas famílias , crianças, adolescentes, adultos e profissionais da educação.

A depoente que trabalhou com a professora Neiva Laterza afirma também par a as autoras RIBEIRO e SILVA (2003).

Na primeira greve de professores... mais uma vez dissemos sim como agentes da história e, mesmo enfrentando um corpo discente predominante classe A, que sempre exerceu seu conveniente poder econômico, fechamos as portas da escola e juntamo-nos aos colegas em toda Minas Gerais.

Diante da pesquisa realizada e dos depoimentos acima mencionados, concluiu-se que Neiva Marilla Leite de Oliveira Laterza e suas colegas e amigas deste período histórico que cerca tal escola, conseguiram construir estratégias de democracia em tempos de silêncio e opressão.

A professora Nélie Rodrigues de Melo contemporânea à professora Neva Laterza explicou:

Neiva realizou um grande trabalho, ela reergueu a Escola João Pinheiro em seus dizessete  anos de trabalho administrativo. No período em que fomos diretora, havia perseguição aos cargos políticos de diretores, o que exigia um trabalho com muita atenção e zelo para não ferir os princípios da ordem estabelecida.

Como pode ser apreendido através dos depoimentos presentes nessa pesquisa, a professora Neiva  contrariou em parte a política educacional de tal regime, ao incorporar o “athos” de gestora, uma vez que conclamava a participação, respeitava as pessoas e suas opiniões; desenvolvia um clima de confiança entre os vários segmentos das comunidades escolar e local; ajudava a desenvolver competências básicas necessárias à participação.

Ao comemorar o centenário de uma escola pública e laica, é importante ressaltar que este modelo de escola tem suas matrizes analíticas  como o Iluminismo e a Revolução Francesa, tais marcos foram imprescindíveis na formação do Estado-Nação e, portanto na defesa de uma escola pública de acesso a todos.

O Grupo Escolar João Pinheiro não foge à regra deste modelo de escola capaz  de promover uma formação da consciência livre; do sujeito capaz de pensar por si mesmo, sem o recurso à razão alheia, estes ideais de liberdade e igualdade foram preconizados pela Revolução Francesa. Nessa perspectiva, a instrução pública foi uma estratégia dos poderes seculares em prol da promoção à equidade e à razão.

A Escola Estadual João Pinheiro não só sobreviveu a história, mas continua fazendo a história , de forma singular. E nesse exercício diário, sonhos, frustações e perspectivas futuras são tecidas conjuntamente, anunciando/denunciando saberem institucionalizados, advindos dos órgãos oficiais, e saberes construídos na prática escolar.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

FERREIRA, Ana Emílio Cordeiro Souto. Da centralidade da infância na modernidade e sua especialização: a Escola Estadual João Pinheiro. Dissertação apresentada no Programa de Pós-Graduação em Educação de Universidade de Uberlândia (2007).

GERMANO, José Wellington. Estado Militar e Educação no Brasil (1964/1985). 4ªed São Paulo: Cortez. 2005. Ituiutaba, Secretaria Municipal de Educação e Cultura. Centenário de Ituiutaba. Ituiutaba, 2001.

Montesquieu, Charles de Secondal. O espírito das leis. 2ªed São Paulo: Martins Fontes, 1996, Betânia de Oliveira Laterza e Silva, Elisabeth Farias da. Primórdios da Escola Pública Republicana no Triângulo Mineiro. Ituiutaba: EGIL, 2003.

FONTES ORAIS

Araújo, Maria de Fátima Dias (Ituiutaba, MG). 01/11/2008. Fita cassete (60 minutos). Entrevista concedida aos autores.

Laterza, Neiva Marilla Leite de Oliveira Laterza (Ituiutaba, MG). 22/12/2007. Fita cassete (60 minutos). Entrevista concedida à Clarissa Betanho Inácio. Melo, Nélie Rodrigues (Ituiutaba-MG). 01/11/2008. Fita cassete (60 minutos). Entrevista concedida aos autores.

Neiva Marillla Leite de Oliveira Laterza

1 Doutora em Educação pela USP/SP e docente da Universidade Federal de Uberlândia/Faculdade s Integradas do Pontal.

2 Doutora em Educação pela USP/SP e docente da universidade Federal de Santa Catarina.

3 Doutora em História da Educação pela Unicamp/SP e docente da universidade Federal de Uberlândia/Faculdades Integradas da Pontal.

4 Discente de Universidade Federal da universidade Federal de Uberlândia Faculdades Integradas do Pontal e bolsista de Iniciação Científica da UFU/FAPEMIG.

5 Os dados biográficos da professora Neiva Laterza revelam que além de sofrer a violência da Ditadura Militar no interior do Grupo Escolar, a mesma também sofreu no seio de sua família, quando em 1964, seu esposo Germano Laterza 9vereador mais votado na época) e seu irmão Dr. Rodolfo Leite de Oliveira (vice-prefeito) foram obrigados abdicar seus cargos por imposição das Forças Armadas do Regime Militar. Mesmo com todas essas desventuras, ela assume a direção do Grupo Escolar João Pinheiro numa demonstração de dedicação à causa maior da Educação.

                                                                                                                                                                                            

Artigo

Grupo Escolar de Villa Plattina

Centenário no Contexto Tijucano (1908 – 2008)

MSC. Ana Emília Cordeiro Souto Ferreira¹

Investigar os caminhos da história do Grupo Escolar de Villa Platina², sua práticas pedagógicas e sua permanência no senário tijucano, ao logo do último século foi uma tarefa instigante e fundamenta à sua “reconstrução histórica”. Pois com essa intenção que apresentamos o presente artigo, resultado de uma pesquisa mais ampla realizada magia e de encanto; montes elevados que protegem; em fim tudo o que há de mais estupendo sublime e grandioso e que a natureza poderia dota-la...

- A nossa Pátria tem atos de bravura tão heroicos e brilhantes que feito obumbrar aquelas que ousaram amedrontá-la, embora sejam mais poderosos, mas, não pelas riquezas e virtudes:

Salve a Pátria Brasileira, - Salve a Bandeira Auriverde, e, Salve a data de 15 de Novembro. (Minas Gerais, 1915).

Diante da necessidade de buscar elementos que fundamentassem a pesquisa e nos revelasse fatos para “construção” da história do Grupo Escolar de Vila Platina, a fundamentação dessa parte da exposição esta vinculada a novos olhares sobre novas fontes, disponíveis no Arquivo Público Mineiro, da das selecionamos algumas para discorrer sobre a trajetória dessa instituição. Como parte desse escopo documental  e que a escolhemos um poema do professor Torrezão para o entendimento do período estudado, ou seja, 1908 a 1988. A fonte apresentada foi transcrita na íntegra. Composto este trecho pelo professor “Grupo Escolar de Ituiutaba, Botelho Torrezão e recitado  pelo aluno do segundo ano Francisco Theodoro Arantes na festa da Bandeira do dia 15 de novembro data da sua comemoração 1915”.

- Quando ouço pronunciar a palavra Pátria, palavra sublime e augusta, sinto no pobre coração pulsar-se de alegria de alegria e júbilo.

- Não há quadro mais imponente e mais grandioso do que ver a nossa querida Pátria, caminhar no progresso, na paz, e no período áureo das letras, mas, quando vemos a nossa querida Pátria, essa nossa segunda mães perseguida, e rodeada da fome, da peste e da guerra, esses horríveis flagelos que corroem as nações inteiras, então, meu pobre coração fica triste e pesaroso, carpindo torce-se perante as desgraças que a circundam...

- A nossa Pátria é um vasto jardim e ameno.

É um paraíso e odoríferas flores cujo aroma nos deleita e extasia; arrebata-nos com os gorjeios e os trinados dos passarinhos d’essas aves de variadas cores, onde admiramos a cor cerúlea do Empyreo, o reflexo resplandecente dos meteoros, e o branco cristalino das águas; o Poderoso Sol emergindo seus raios luminosos e o prateado da formosa Lua... esta nossa Pátria que a natureza concedeu-nos o privilégio, ornamentando-a com magnífico Oceano, e, o que com candura torneia-a os seus rios, sendo o mais grandioso, o respeitável Amazonas, lindas e variadas flores cheias de magia e de encantos, montes elevados que a protegem; em fim tudo o que há  de estupendo, sublime e grandioso e que a Natureza poderia dota-la.

A nossa Pátria tem actos de bravura tão heroicos  e brilhantes que têm feito obrumbrar  aqueles que ousaram amedronta-la, embora sejam  mais poderosos, mas, não pelas riquezas e virtudes:

Salve a Pátria Brasileira, - Salve a Bandeira Auriverde, e, Salve a data de 15 de Novembro. (MINAS GERAIS, 1915).

Nesta perspectiva, analisando o poema e os demais documentos da escola e considerando que o Grupo Escolar de Villa Platina, adotava em seu planejamento pedagógico uma significativa preocupação com as questões aos bons costumes e a noção da moral difundida naquele período, o espírito de amor a Pátria faziam parte das atividades presentes atividades efetivas presentes no seu interior  de forma  bastante efetiva  segundo fontes analisadas, características do período Republicano.   Esses ensinamentos eram realizados através da disciplina  e da polidez; o civismo  o e nacionalismo  eram praticados através do culto aos símbolos pátrios: hinos, bandeira e heróis nacionais. O Hino Nacional deveria ser cantado obrigatoriamente na entrada da escola, pois esta seguia determinações do Estado de Minas Gerais.

Nesse contexto a existência da primeira escola pública se constituiu como símbolo de modernização educacional e progresso social defendido pela República no cenário tijucano. Segundo FARIA FILHO (2007), no Brasil, os primeiros Grupos são criados, organizados e construídos a partir da última década do século XIX, em São Paulo. Em seguida, observa-se uma destas instituições por todo território brasileiro.

Contudo, a atual Escola Estadual João Pinheiro conseguiu materializar parte de todas as ações propostas pelo regime da época, porém apresentou singularidades distintas na forma de atuar, conforme verificado em documentos, e depoimentos analisados. Portanto o que se pode concluir, mesmo que parcialmente, é que referida instituição  e contribuindo assim para teve e tem um papel expressivo no cenário educacional ituiutabano e contribuindo assim para a propagação de ideias, princípios, concepções da educação local.

Referências

Escola Estadual João pinheiro. Livro de Atas-emnome-1979-1988.

FARIA FILHO, Luciano M. Grupos Escolares de Juiz de Fora: Sementes da inclusão: grupos escolares de Juiz de fora/1907/2007. In: Lola Yazbeck. Juiz de Fora: Editora da UFJF, 2007.

FERREIRA, Ana Emília C.S. Da Centralidade da Infância na Modernidade e Sua Escolarização: a Escola Estadual João Pinheiro – Ituiutaba (MG), 1908-1988. 2007.209f. Dissertação (mestrado) – Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia.

ITUIUTABA, 2001. Fundação Cultural de Ituiutaba. Revista Centenário de Ituiutaba. Edição especial. N.1, Ituiutaba: EGIL, 2001.

MINAS GERAIS. Secretaria do Interior do Estado. Cópia Poema da Festa da Bandeira. Arquivo Público Mineiro, Belo Horizonte, 1915.

Documentos

GRUPO ESCOLAR JOÃO PINHEIRO, livro de Atas – e recortes do Minas Gerais – 1915.

GRUPO ESCOLAR JOÃO PINHEIRO. Livro de recortes do Minas  Gerais – 1926-1988.

Msc. Ana Emília Cordeiro Souto Ferreira

¹ Mestre pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Analista Educacional da Superintendência Regional de Ensino de ITUIUTABA-MG. Professora da Secretaria Municipal de Educação, Esporte e Lazer de Ituiutaba-MG.

² Na sua criação, recebeu essa denominação , entre 1908 – 1915. A partir de 1915, segundo a revista Centenário de Ituiutaba (2001, p.49), passou a ser chamado apenas de Grupo Escolar. Mudou os hábitos, os costumes e a cultura daqueles que frequentavam, pois passou a ser palco das  tenções esportivas , sociais e culturais da cidade. Posteriormente, em 1927, passa a ter a denominação de Grupo Escolar João Pinheiro. Em 1974, o Grupo Escolar João Pinheiro a ser chamado de Escola Estadual João Pinheiro de 1ª Grau; porém, 1984, com a extensão de séries do ensino fundamental, que era apenas de pré a 4ª série, passou a ministrar o ensino de 5ª a 8ª série e a se chamar Escola Estadual João Pinheiro, até os dias atuais.

 

Uma visita à Era dos Dinossauros

 

 

A história nos possibilita uma viagem no tempo proporcionando a todos um leque de conhecimentos e uma visão abrangente das demais eras.

O estudo relacionado aos Dinossauros sempre causou fascínio, curiosidade, e por não ser diferente os alunos do 5º ano de alfabetização (4ª série) da Escola Estadual João Pinheiro, desenvolveram um Projeto cujo tema “Era dos Dinossauros”, com objetivo de despertá-los para evolução histórica e sua extinção através do estudo realizado em seus fósseis.

Este estudo permitiu os alunos um contato teórico com a pré-história, estabelecendo relações de antes e depois, onde puderem ampliar seus conhecimentos com respaldo do trabalho

que os historiadores, antropólogos, paleontólogos, arqueólogos desenvolveram para mostrar nosso passado e consequentemente presente e futuro.

O projeto teve uma duração aproximadamente de dois meses e o ponto de culminância foi a visita ao Sítio Arqueológico Llewellyn Ivort Price localizado  Peirópolis, a 19 quilômetros de Uberaba-MG.

O mundo dos Dinossauros, que adquire importância nacional como centro de pesquisas paleontológicas é onde possamos enriquecer nossos estudos e encontrarmos algumas respostas para tantas perguntas como principalmente  a causa da extinção dos mesmos. Os alunos puderam observar de perto vestígios  de animais pré-históricos que viveram há milhões de anos e seus fósseis.

Essa ação deixou os estudantes encantados, foi uma viagem no tempo, e conseguiu despertar e cultivar novos conhecimentos, possibilitando adquirir informações e formação às pessoas envolvidas no projeto.

Para que essa excursão tornasse realidade, contou-se com o apoio do diretor Carlos  Henrique Araújo Vidigal (Baco), vice-diretor Iraneide Rodrigues Melo, supervisora Edmar Aparecida , das professoras responsáveis pelo projeto, dos pais ou responsáveis e principalmente no dia da viagem que sem a colaboração das professoras Isabel de A.   Carvalho, Aparecida David Coelho, professora eventual Norbertina Bernardes da Silveira, vice-diretora, das mães Daniela Patrícia da Silva, Gisele Graziele Alves Franco, Maria Lucinete dos Santos Souza, Marta Helena Ângelo, avó Maria aparecida Silva e da voluntária Camila Martins de Paula.

A Escola Estadual João Pinheiro, através de sua equipe, torna realidade iniciativas como essa, reforçando o compromisso com a qualidade de ensino, possibilitando ampliar horizontes e cultivar a essência do conhecimento, associando a teoria à prática.

Alunos da 8ª série visitaram Museu de Peirópolis

 

 

Depois de o Museu Antropológico de Ituiutaba (MUSAI) propor e desenvolver com a Escola Estadual “João Pinheiro” o projeto para que os alunos conhecessem melhor a instituição, não somente como guardião do passado histórico, mas também como fonte de diversos conhecimentos e atividades interativas que trabalham o presente da comunidade, a escola resolveu ampliar  o projeto, contando com a participação de alunos do curso de Biologia.

No dia 8 de novembro, cerca de 50 alunos das oitavas séries da escola visitaram o Museu Paleontológico de Peirópolis, onde puderam diferenciar esta instituição do museu de Ituiutaba. No aspecto geral, os museus têm a missão de guardar, conservar e comunicar, residindo nesta última ação a justificativa para as duas primeiras.

Os alunos assim aprenderam que cada museu tem sua especificidade, têm que ser abertos ao público e estar a serviço da sociedade.

Os objetivos do projeto são: favorecer condições diferenciadas de aprendizados para conscientizar os educandos da importância dos Museus e da necessidade de sua preservação. Propor ao aluno um entendimento mais significativo sobre o Museu, enquanto espaço de coisa do povo. Valorizar o Patrimônio Cultural do Brasil. Conhecer os fósseis de Dinossauros e de vários outros animais e também de vegetais.

Desenvolvimento

Os alunos, através de um guia, tiveram informações sobre a fundação da instituição, quais suas características e sobre os fósseis de milhões de anos. Com isso, souberam como a natureza se transforma ao longo dos anos. Os alunos conheceram também a Casa dos Valores Humanos.

A coordenação desta excursão dos alunos das oitavas séries foi dos professores Marcos, Maria aparecida, Fátima Leal, Terezinha e Maria Hermione.

João Pinheiro transforma museus em salas de aula

A Política Nacional de Museus, a cargo do Ministério da Cultura, Lançou as bases da política do Governo Federal para o setor, com a apresentação do caderno político nacional de museus – Memoria e Cidadania. O objetivo da política é “promover a valorização, a preservação e fruição do patrimônio cultural brasileiro, considerado como um dos dispositivos de inclusão social e cidadania, por meio do desenvolvimento e da revitalização das instituições museológicas existentes e pelo fomento à criação de novos processos de produção e institucionalização de memorias constitutivas da diversidade social, étnica e cultural do país”.

A escola Estadual João Pinheiro, pelos projetos desenvolvidos, pelos alunos, faz a sua parte nessa política de utilização dos museus na formação acadêmica e cidadã, visto que tida comunidade escolar participa das atividades em questão, como as excursões, o que atinge um dos objetivos que é a democratização e acesso aos bens culturais.

Projeto Poesia na escola

 

 

Ler é um ato que exige o esforço mental ativo. Através da leitura os alunos são capazes de: aprender a ouvir e apreciar a leitura dos colegas, melhorando a capacidade de se expressar, se expressando com mais clareza e também e também de fazer inferências.

Ensinar a ler passa pela ação de despertar o gosto pela leitura, que proporciona acesso ao conhecimento produzido  em produção, prazer era ler e expressar suas ideia para si e para os outros.

A partir da leitura surgirão bons e belos textos.

O papel do professor, nesse sentido é contribuir para  uma prática significativa da vida do aluno. Mas isso, não ocorre de um dia para o outro, será decorrente do processo iniciado desde os primeiros anos de estudo.

Quando o professor tem o habito de ler para os alunos, ler com eles ou oferecer textos diversificados, eles sentirão motivados a ler e com certeza terão mais facilidade para produzir.

Toda e qualquer tipo de leitura na escola é importante, para o aluno se desenvolver, principalmente  a leitura de poesias, pois elas transmitem emoções, estimula a imaginação e aflora o lada da fantasia.

A poesia pode ser usada como ponto de partida para trabalhar diferentes formas de expressão como: animais, plantas, a casa, a rua, cruzadinhas, quadrinhas, desenhos, dobraduras, colagem, anagramas e etc. Ela é realmente um instrumento de extrema importância para aumentar as possibilidades da expressão verbal.

Trabalhar com a poesia é trabalhar com a arte. Ela ajuda o aluno a mostrar seu lado artístico, humorístico e principalmente o lado poético. Com ela o aluno se diverte, enriquece o seu vocabulário, sua criatividade e trabalha os sentimentos relacionados ao lado do seu dia-a-dia como: amizade, dor, timidez, alegria etc.

Meu trabalho na sala de aula é bem variado, mas a poesia está sempre presente, meus alunos leem, interpretam, ilustram, fazem apreciação e produzem, assim eles conseguem estruturar melhor suas ideias, que em seguida serão expostas em murais, assim como serão realizados saraus de poesia para os próprios alunos, funcionários da escola e para seus pais.

Os alunos se encantam com os ritmos e as rimas que existem nelas e após lerem vários tipos de poesias, eles se sentirão capazes de produzirem suas próprias poesias com estímulo e prazer.

A poesia nada mais é do que uma brincadeira com as palavras.

Portanto, a leitura, seja poesia ou qualquer outra é a solução para o aluno aprender e se conhecer e a entender melhor os outros e o mundo em que vive.

Desafios da inclusão social e a Psicologia

Com o processo da inclusão social, podemos oferecer às pessoas de classe social, de nível educacional, portadores de deficiências  idosos ou minorias raciais oportunidades de participarem de forma de forma mais igualitária da teia de relações afetivas e produtivas da sociedade, dentro de um sistema que beneficie a todos. Nesse sentido a psicologia tem uma grande contribuição para conscientizar levar a sociedade a uma reflexão do seu papel e função dentro do processo inclusivo.

A inclusão social tem buscado criar mecanismo que adaptem os indivíduos ao sistemas comuns, através de políticas e leis que criem programas e serviços voltados a inserção da pessoa excluída das em presas, hospitais, escolas, instituições de saúde pública, clubes de recreação e lazer, penitenciárias, clínicas e etc. na direção de um paradigma mais desenvolvido da sociedade o psicólogo tem autorizado de forma eficiente no sentido de valorizar e reconhecer o individuo  como “ser humano”.

Só assim, considerando os indivíduos em sua diversidade como ser pensante, reflexivos e atuantes, poderemos de fato implantarmos e ser bem sucedidos com o processo de inclusão social. Barreiras precisam ser vencidas  e a psicologia tem esta função primordial de resolver conflitos, inquietações, angústias, ansiedades e preconceitos que qualquer individuo excluído de alguma situação vivenciada. Portanto a situação do psicólogo favorece a ressignificação social com sua postura profissional, levando sujeitos em situação exclusiva a vencer os obstáculos e as dificuldades que tenham quem enfrentar em qualquer momento de sua vida.

A psicologia como ciência, preocupada com o bem estar e equilíbrio mental, tem levado o individuo excluso a modificar suas estruturas cognitivas e afetivas promovendo interações e conseguindo na valorização dos variados tipos de inteligência. Com isso, colabora para que uma parcela excluída possa realizar seus direitos, necessidades e potencialidades.

A inclusão social é um processo para construção de um novo tipo de sociedade, através do qual ocorrerão as transformações e modificações de mentalidades das pessoas. Assim a psicologia vem auxiliando na promoção de uma sociedade mais democrática e consciente.

Curso de Psicologia – Instituto Superior de Ensino e Pesquisa de Ituiutaba FEIT/UEMG.

Juninão do Centenário

 

 

No dia 21 de junho a escola realizou o Juninão do Centenário, no Salão de Social do Atrium, com a participação da comunidade escolar “João Pinheiro” e da comunidade ituiutabana.

Desfile de 7 de Setembro

A Escola Estadual João pinheiro foi destaque no desfile de 7 de setembro, comemorando 100 anos nos 186 anos da Independência do Brasil.

Outra atividade que mobilizou a comunidade escolar e chamou a atenção da comunidade foi a Gincacem – Gincana do Centenário, realizada no dia 22 de novembro, na Praça Cônego Ângelo, com participação de pais, alunos, professores, ex-alunos e representantes de outros segmentos de Ituiutaba.

A Festa do Centenário é realizada no dia 19 de dezembro no Salçao social do Atrium, como lançamento da Revista do Centenário, Cartão Telefônico, homenagens e exibições do vídeo institucional.

No dia 22 de dezembro, data em que a Escola Estadual João Pinheiro comemora 100 anos de fundação, é inaugurado o Memorial do Centenário.

Formando Cidadãos Conscientes

A Escola Estadual João Pinheiro atual em toda as áreas de formação para oferecer o melhor ensino aos alunos.

Dia 31 de maio se comemora o Dia antitabagismo, com o objetivo de conscientizar as pessoas sobre o mal que o cigarro causa às pessoas, sejam fumantes ativos ou passivos.

Para conscientizar um número maior de pessoas e aso mesmo tempo ampliar o conhecimeto dos alunos, a professora Raquel desenvolve um trabalho que esclarece e demonstra de foram eficaz o quanto é prejudicial o efeito da nicotina no organismo.

De acordo com a professora, nesta fase de formção, os alunos têm um maior poder de assimilação e passam as informações recebidas ao pais e a outras pessoas, sejam elas fumantes ou não.

 

Preservação ambiental

 

 

Desde 2005, o professor de Matemática Webert Gonçalves coordena na Escola  para a Estadual João Pinheiro o Projeto Águas Amigas, que tem o objetivo de trabalhar a preservação dos mananciais de nossa região.

Segundo o professor, o projeto visa a conscientização dos jovens e por meio destes a mudança de atitudes para preservação da água.

O Projeto Água amiga chega também a outras escolas, os conhecimento e desenvolvendo trabalhos e atividades que conduzem os alunos a campo e a cada no os resultados são mais expressivos.

Equipe João Pinheiro no Ano do Centenário

Equipe Gestora

Diretor: Carlos Henrique Araújo Vidigal (Baco) -Vice-Diretor: Iraneide Rodrigues Melo Supervisoras: Aparecida Franco Carvalho e Mari de Fátima Franco Leal.

Secretaria

Secretária adjunta: Ariadne Jaqueline  de Menezes Siqueira – Auxiliar de secretaria: Neidivina de Oliveira Lima Silva, Jaqueline Aparecida de Oliveira G. Quirino, Luciene Garcia de Miranda Fratari.

Bibliotecário

Aniceto Braz Santana

Professores

Alexandre Dib, Ana Paula do Carmo Gomes, Aparecida David Coelho, Delmira Rodrigues de Lima Ferreira, Dorcina Tereza Alves, Erli Pereira Silva. Eurípedes Ribeiro Martinelli, Fabíola Silva Ferreira, Isabel Cristina Braga de Azambuja Carvalho, Jane aparecida David Paranaíba, Lucimar Lacerda da Costa, Maria aparecida Batista Carvalho, Maria aparecida Batista Marçal, Maria aparecida de Lima Mendes, Maria Betânia franco França, Maria Celina Dantas Bezerra Severino, Maria de Fátima Dias Araújo, Maria Hermione Nunes de Castro, Marleida Pereira rocha, Marli Mendes Dias, Mirian Pereira Macedo, Norbertina Bernardes Silveira, Patrícia Cavalcanti de Oliveira Marquesi, Raquel Alves Teixeira, Rosânea rocha Lenz, Rosimeiry Antônia Luiz Rufino, Rosineide Maria Duarte Caetano, Sandra Maria de Araújo, Sirlei Morais dos Santos, Sirlene Maria dos Santos, Suelene Silva Souza, Terezinha Abadia Camilo Vaz, Thatiane Freitas Marquez de Castro, Vania Maria Pereira Rosa Oliveira, Wakson Alves Pereira, Webert Gonçalves Silva.

Auxiliares de Educação Básica:

Dinair Maria de Souza, Elizabeth Aparecida Pereira de Oliveira, Elma Maria da Glória, Izolda Maria da silva, Joana aparecida Batista, José Henrique Candido Batista, Luznete Bernardes Cardoso, Maria aparecida de Morais, Maria Elza Fernandes Maia, Zilda Vieira Martins.

      

Hino do Centenário da Escola Estadual João Pinheiro

 

Letra: Marcia de Oliveira França franco

Música: José Augusto da Silva Neto

Arranjo instrumental: José Augusto da Silva Neto

Interprete: José Augusto S. Neto.

 

De Ituiutaba no Triângulo Mineiro

Em todo Planeta repercute, Oh! Brasil amado

O hino de louvor à Escola João Pinheiro

 

Todo amor e esperança neste forte brado 2X

 

Grupo Escolar nasceu, com a luz do mundo

Brilhando como Sol, generoso e fecundo

Educar, espalhar sabedoria, é a sua Missão

Cem anos cidadã em mensagem de evolução

 

Na construção excelsa de um futuro feliz

Saudemos nossa escola  neste eterno porvir

 

A sementeira de inteligência  em floração infinita

Arte de ensinar em raios de Luz bendita

 

Com a nossa voz cantemos bel alto, a vitória

De um século de trabalho, com amor e gloria 2X.

 

 

 

 

 

 

Ituiutaba, 11 de agosto de 2016

 

Hairton Dias

Diretor e Coordenador do Portal Ituiutaba

 

 

 

 

 

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